terça-feira, 13 de março de 2018

No meu copo 662 - Esporão, Verdelho 2015

Ali ao lado, ainda junto a Reguengos de Monsaraz, nascem outros vinhos típicos e clássicos, a par com uma nova geração de vinhos modernos.

Um deles é este, que também já se tornou obrigatório na garrafeira. Inclusivamente já foi eleito o melhor vinho português num recente concurso de vinhos nacionais.

Desde a primeira vez que o provei, há uns anos numa incursão à Herdade do Esporão, fiquei conquistado. A partir daí tornou-se compra regular e quase sempre tem brilhado a grande altura.

Quando assim é, torna-se repetitivo estar a descrever sempre as mesmas qualidades do vinho. Acidez, mineralidade, aromas tropicais e citrinos, estrutura, persistência, vivacidade na prova de boca, está lá tudo aquilo que se espera.

No caso concreto desta garrafa, a primeira abordagem mostrou vivacidade na boca e boa acidez, mas o aroma apareceu mais contido do que habitualmente, e o final não foi tão intenso. Uma questão de garrafa, ou uma questão de tempo, não saberemos. A temperatura estava correcta e não foi sujeito a choques térmicos, portanto não foi por aí que perdeu qualidades.

Só por isso fica um pouco penalizado na avaliação, mas certamente tratou-se apenas dum caso pontual. Já há outras colheitas à espreita.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Esporão, Verdelho 2015 (B)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Verdelho
Preço em feira de vinhos: 6,77 €
Nota (0 a 10): 7,5

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