domingo, 29 de janeiro de 2017

No meu copo 579 - Cabeça de Toiro: Reserva tinto 2012; Reserva branco 2015

Estes dois vinhos foram uma oferta da Enoport, no final dum workshop de culinária patrocinado pela empresa em parceria com a Vaqueiro.

A Enoport, como se sabe, “herdou” o portefólio das Caves Velhas, e mantém aquele nome histórico no rótulo de alguns dos vinhos que produz actualmente, nomeadamente os antigos Bucellas.

Este Cabeça de Toiro Reserva tinto é uma repetição, depois duma prova da colheita de 2008. Apresenta-se com uma boa estrutura, bom aroma frutado com predominância de frutos vermelhos, muito fresco e apelativo na boca e com final suave e persistente. Merece entrar nas nossas sugestões.

Já o Reserva branco mostrou-se suave mas com aroma discreto, final elegante e persistente mas algo discreto na prova de boca. Apresenta uma interessante combinação de castas onde predomina o Arinto, que lhe confere a necessária frescura, complementada com algum tropical e vegetal das congéneres francesas.

Não deixa de ser um vinho agradável mas não está ao nível do tinto.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Tejo
Produtor: Enoport - Produção de bebidas

Vinho: Cabeça de Toiro Reserva 2012 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Castelão
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Cabeça de Toiro Reserva 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Arinto (50%), Chardonnay, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 3,60 €
Nota (0 a 10): 7

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

No meu copo 578 - Lagoalva rosé 2014

Já tinha provado este vinho há algum tempo, e já tinha tido oportunidade de prová-lo no restaurante Come Prima. Esta colheita de 2014 estava em stock há cerca de um ano, e a verdade é que o tempo de espera não lhe fez mal.

Feito com o mesmo lote do tinto aqui apresentado, mostrou uma cor salmão meio desmaiada, com aroma discreto a frutos vermelhos, paladar suave, boca elegante com alguma persistência e vivacidade.

É mais um bom exemplar dos vinhos do Tejo e dos bons rosés que ali se fazem, à semelhança de outros já estabelecidos como os da Quinta da Alorna e da Fiúza. A Quinta da Lagoalva também vai afirmando os seus créditos nos brancos, tintos e rosés, e é também uma marca de garantia.

Recomenda-se, não apenas para entradas mas para pratos com alguma substância. Foi provado com canelloni e com frango de fricassé e saiu-se muito bem da função em ambas as situações. É um rosé versátil.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Lagoalva 2014 (R)
Região: Tejo (Alpiarça)
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Syrah, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,15 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

No meu copo 577 - Marquesa de Alorna Reserva 2008

Voltamos a outro campeonato, o dos grandes vinhos. Este é um tinto de topo da Quinta da Alorna, que tem um vastíssimo leque de vinhos nas gamas de entrada, e média. Com este Marquesa de Alorna Reserva estamos a falar de outra coisa.

É um vinho estruturado, robusto, encorpado, muito longo e persistente. Com a idade que já apresenta, não prima pelos aromas primários, antes aromas secundários que só se manifestam no copo algum tempo depois. O aroma é profundo e intenso, com notas terrosas. O final apresenta um toque a especiarias e frutos muito maduros.

Precisa de respirar para se mostrar em plenitude. É caro mas vale aquilo que custa. Nunca o tinha provado e fiquei convencido. Muito bom.

Mais um para a lista dos bons vinhos do Tejo.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Marquesa de Alorna Reserva 2008 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Castelão, Trincadeira
Preço: 18 €
Nota (0 a 10): 8,5

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

No meu copo 576 - Casa da Ínsua tinto 2012

Um tinto típico do Dão: elegante, suave e macio.

Não sendo extraordinário nem nada de surpreendente, é contudo um vinho que se bebe com agrado e com facilidade, não deixando mal vistos os tintos da região. É um daqueles Dão mais à antiga, livre dos excessos de fruta, de extracção e de madeira. Mesmo os 14% de álcool estão bem integrados e não tornam o conjunto agressivo nem cansativo.

Apresenta-se de cor rubi, com notas de fruta madura e algum floral. Na boca é estruturado mas macio, com boa estrutura mas redondo, com final elegante e persistente.

Apresenta uma boa relação qualidade-preço, portanto é um produto que, sem deslumbrar, pode agradar a um leque alargado de consumidores. A não ser que queiram uma daquelas bombas que estavam na moda há 10 anos: se for esse o caso, podem esquecê-lo.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Casa da Ínsua 2012 (T)
Região: Dão
Produtor: Empreendimentos Turísticos Montebelo
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz
Preço: 7,20 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

No meu copo 575 - Deu La Deu, Alvarinho 2014

Este é um clássico dos vinhos verdes e em particular nos Alvarinhos: um Alvarinho barato, acessível e fácil de beber. Não está ao nível dos grandes Alvarinhos da região, como é óbvio, mas é uma belíssima opção para provar um Alvarinho pagando pouco.

Apresenta aromas citrinos e tropicais, é acídulo e fresco na prova de boca, com final vivo e persistente. Tem oscilações, com anos melhores e outros menos bons, mas mantém sempre um nível de qualidade consistente e bastante satisfatório.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Deu La Deu, Alvarinho 2014 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 8 de janeiro de 2017

No meu copo 574 - Domaine Félix branco 2014; Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015

Revisitamos dois produtores estrangeiros, que curiosamente também tínhamos visitado em conjunto na prova anterior: um francês, da Borgonha, e outro neozelandês, de Marlborough.

Começamos com este Domaine Félix 2014 da Borgonha, região onde são produzidos alguns dos melhores (ou talvez mesmo os melhores) brancos do mundo.

Não é um Sauvignon Blanc como este que já provámos da sub-região de Saint-Bris, mas um Chardonnay da sub-região de Chablis.

Comme d’habitude, revelou a elegância e a finesse que só estes brancos franceses apresentam. É medianamente encorpado, com fruta discreta e alguma mineralidade no nariz. Na boca é redondo, elegante, muito suave e macio. O final é envolvente, seco e com grande frescura.

Tal como o Sauvignon Blanc, não deixa de ser um belo vinho e, sobretudo, tem características irrepetíveis cá no burgo, portanto vale a pena conhecê-lo.

Quanto ao Villa Maria Sauvignon Blanc 2015, que já fez as nossas delícias noutras ocasiões, desta vez ficou aquém das expectativas, pois as características verdes do Sauvignon Blanc estavam marcadas em excesso, com demasiado aroma a pimentos verdes e sobrepor-se ao conjunto. Sabe-se que há determinados aromas típicos e mais marcantes em cada casta, mas tal como na comida com os temperos, quando há um sabor ou um aroma que se sobrepõe a tudo o resto o resultado não é famoso.

Foi o que aconteceu aqui, e foi pena. Talvez o vinho esteja demasiado novo e precise de amadurecer em garrafa, mas se não estivesse pronto não devia estar à venda. Se é uma questão de estilo, não gosto. Se foi uma colheita menos bem conseguida, resta esperar por uma próxima melhor.

Kroniketas, enófilo afrancesado

Vinho: Domaine Félix 2014 (B)
Região: Chablis - Borgonha (França)
Produtor: Hervé Félix – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 12,35 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

No meu copo 573 - Montanha Real Grande Reserva Espumante Bruto 2009


Elegante, estruturado, persistente, com boa acidez e espuma suave. Aroma ligeiramente tropical com notas frutadas na boca. Final fresco e envolvente.

Um bom vinho para brindar a 2017.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Montanha Real Grande Reserva Espumante Bruto 2009 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Caves da Montanha
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Noir, Baga
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8