sexta-feira, 31 de março de 2017

No meu copo 593 - Pouca Roupa branco 2014; Vila Santa Reserva branco 2015

Continuamos no universo João Portugal Ramos, novamente com um dos lançamentos recentes, a que pude assistir.

Na mesma ocasião em que provámos o espumante também pudemos provar o branco Pouca Roupa, que foi outra bela surpresa.

Mostrou-se com boa estrutura e acidez, aroma intenso limonado e tropical, encorpado e persistente. Mais uma boa aposta num vinho de entrada de gama.

Já o Vila Santa Reserva branco, cuja primeira prova tinha sido em pleno, apresentou-nos depois duas garrafas, das colheitas de 2012 e 2013, com o vinho completamente decaído, sem acidez, reduzido, chato. Alguma coisa de estranho se deverá passar, pois não é normal que um branco caia tanto em tão pouco tempo.

Isto levou-me a adquirir mais uma garrafa, agora da colheita de 2015, que voltou ao nível normal, mais próximo da primeira prova. Boa estrutura, aroma intenso, acidez e persistência.

Mas atenção: duas colheitas consecutivas com o vinho em queda abrupta não auguram nada de bom!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Estremoz - Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos

Vinho: Pouca Roupa 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Viosinho, Sauvignon Blanc, Verdelho
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vila Santa Reserva 2015 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Alvarinho, Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

terça-feira, 28 de março de 2017

No meu copo 592 - Marquês de Borba Espumante Bruto rosé 2013

Continuamos a subir no mapa, parando agora em Estremoz, na sub-região de Borba.

Este é um dos lançamentos mais recentes de João Portugal Ramos. Por sinal este blog foi convidado para a apresentação mas não pudemos estar presentes. No entanto, fomos depois presenteados com uma garrafa, o que muito agradecemos.

Aproveitámos o aniversário de um dos elementos deste blog para provar este espumante rosé. Nos tempos recentes, cada vez vamos vendo brancos e espumantes mais frescos a surgirem na planície alentejana. Neste aspecto, João Portugal Ramos tem conseguido fazer-nos excelentes surpresas. E esta não fugiu à regra.

Este espumante rosado, com a inclusão da tipicamente “champanhesa” Pinot Noir, apresentou-se com aspecto límpido na sua cor salmão ligeiramente desmaiada, bolha fina e persistente e aroma com notas de citrinos, frutos vermelhos e algum floral.

Na boca mostrou-se fresco, macio, cremoso, redondo e elegante, com final marcado por uma boa acidez e persistência e alguma secura, mostrando-se um bom companheiro da mesa. O pouco grau alcoólico também ajuda.

Uma boa aposta, certamente destinada a ser mais um sucesso. Muito bem conseguido.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Marquês de Borba Espumante Bruto 2013 (R)
Região: Alentejo (Estremoz - Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Pinot Noir, Touriga Nacional, Aragonês
Preço: 11,50 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 23 de março de 2017

No meu copo 591 - Invisível, Aragonês 2013

Ainda na sub-região de Reguengos de Monsaraz, passamos de dois produtores clássicos para um produtor de uma geração mais nova.

A Ervideira foi inovadora em Portugal no lançamento deste branco de tintas como vinho tranquilo (uma vez que, como se sabe, isso é prática comum na produção de espumantes), e mais recentemente na criação de um “vinho de água” que repousa no fundo das águas do Alqueva.

A primeira prova deste Aragonês vinificado em branco mostrou um vinho com um leve rosado e parecendo quase um espumante sem borbulhas. Curiosamente, este foi bebido bastante mais tarde, já com mais de 3 anos depois da colheita. Por essa razão ou não, a verdade é que mostrou-se um vinho com outra personalidade.

Elegante mais estruturado, vivo e com boa acidez na boca, persistente e vibrante, com alguma mineralidade.

Um vinho claramente gastronómico e que é muito mais do que uma simples curiosidade por ser invulgar. Por esta prova mostrou também que é um vinho para guardar algum tempo antes e beber, pois cresce notoriamente na garrafa.

Muito bem conseguido. É mais um para as nossas sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Invisível, Aragonês 2013 (B)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Ervideira, Sociedade Agrícola
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 8,48 €
Nota (0 a 10): 8

domingo, 19 de março de 2017

No meu copo 590 - Terra Lenta Premium 2015

Continuando em Reguengos, passamos da Herdade do Esporão para a CARMIM.

A Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz tem vindo a aumentar o seu portefólio nos últimos anos, saindo daquele circuito fechado Monsaraz-Reguengos Reserva-Garrafeira dos Sócios, com mais algumas marcas a serem lançadas de vez em quando, como os monocastas. Agora há o Millennium, um novo Reserva dos Sócios e este Terra Lenta, nome ou alcunha dada a uma parcela de uma vinha que tardou em produzir.

Desta vinha surgiu o vinho que aqui aparece, com recurso às castas mais tradicionais.

Encorpado mas não muito concentrado, mais aberto, suave e macio.

A cor apresenta um granada não muito profundo, no nariz predominam os frutos silvestres, com final elegante e taninos redondos.

É um vinho interessante, que poderá valer a pena revisitar, embora o preço antes do desconto seja um pouco elevado. Continua o mistério dos descontos de 60 e 70% num determinado hipermercado...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Terra Lenta Premium 2015 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Castelão
Preço em hipermercado: 9,99 € (em promoção: 3,49 €)
Nota (0 a 10): 7

quinta-feira, 16 de março de 2017

Dão Capital 2016 - Os novos vinhos Dão Nobre




Em Julho de 2016, por ocasião do evento Dão Capital, que decorreu no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço em Lisboa, foram apresentados os dois primeiros vinhos certificados pela CVR do Dão com a designação Dão Nobre: Fonte do Ouro branco 2015 e o Casa de Santar tinto 2013. Apesar de esta classificação já estar contemplada há vários anos, por questões de ordem burocrática ainda não tinha sido utilizada, sendo agora estes dois vinhos os primeiros a sair para o mercado com a designação “Nobre” no rótulo.

De acordo com as regras estabelecidas para a certificação de vinhos do Dão, estes podem receber as seguintes classificações de acordo com a pontuação obtida na Câmara de Provadores:
58 - Vinho de qualidade - Certificação DOC
68 - Qualidade destacada - Reserva ou Colheita Seleccionada
75 - Qualidade muito destacada - Grande Reserva
90 - Nobre


Os vinhos foram apresentados pelos respectivos enólogos, na presença do Presidente da Comissão Vitivinícola Regional, Dr. Arlindo Cunha, que fez o lançamento do evento. Presente também o Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Frederico Falcão, que acabou por se juntar aos presentes na mesa e participar na animada conversa que se seguiu à apresentação dos vinhos, com diversas perguntas e respostas por parte dos presentes.

O Fonte do Ouro Nobre branco 2015, produzido por Nuno Cancela de Abreu na Sociedade Agrícola Boas Quintas, é composto por Encruzado (85%), Arinto (10%) e Cerceal (5%). Ao Encruzado vai buscar estrutura, fruta branca, mineralidade e volume de boca; o Arinto confere acidez e aromas a frutos verdes; o Cerceal dá-lhe elegância e acidez. Fermentou um mês e meio em barricas novas e estagiou 6 meses com bâtonnage. Apresenta cor amarelo palha, aroma frutado complexo com notas de tosta. Foram produzidas 1200 garrafas e tem um preço recomendado de 35 €.

O Casa de Santar Nobre tinto 2013 foi elaborado por Osvaldo Amado da Dão Sul, a partir das castas Touriga Nacional (50%), Alfrocheiro (20%), Tinta Roriz (20%) e Jaen (10%), a partir das 15 melhores barricas dum total de 100. Fermentou 75% em barricas de carvalho francês e 25% em barricas de segundo ano, seguindo-se o estágio em barrica. De cor intensa fechada, Apresenta elegância, harmonia e potência. O preço recomendado ronda os 60 €.

Após a apresentação e prova destes dois vinhos, foi possível dar uma curta volta pelo recinto e provar alguns (poucos) dos vinhos presentes e alguns produtos regionais (imperdiveis os pastéis de Vouzela). O meu destaque vai para um vinho da Caminhos Cruzados, o Teixuga branco 2013, um grande vinho que expressa o melhor do Encruzado, com grande expressividade aromática e persistência na boca, com madeira muito bem integrada no conjunto. Um vinho a visitar quando for possível, com o preço a rondar os 35 €.

Sendo um dia de semana, não houve possibilidade de guardar grandes registos da visita, pois esta teve de ser abreviada. Em todo o caso, apraz mais uma vez registar esta descida dos vinhos do Dão a capital do país para se mostrar, aparecendo sempre novas marcas com novos perfis. O Dão é uma região que se reinventa a cada dia e que merece ser redescoberta pelos consumidores.

Kroniketas, enófilo esclarecido

segunda-feira, 13 de março de 2017

Vinhos h’OUR – Parceiros na Criação



No Verão de 2016 foram lançadas as novas colheitas dos vinhos h’OUR, da autoria de João Nápoles de Carvalho e Joana Pratas.

Este projecto resulta da parceria e do nome do casal: os apelidos Pratas e Nápoles de Carvalho dão origem a PNC e o nome h’OUR é uma junção de “hora” e “nosso”, com o sentido de “chegou a hora de partilhar o que é nosso”. A empresa está sediada em Barcos, no concelho de Tabuaço, na sub-região de Cima Corgo.

A apresentação das novidades ocorreu no terraço do Torel Palace e contou com a estreia dum rosé, novas colheitas de branco e tinto e de azeite extra-virgem, acompanhados por alguns petiscos. Esteve presente também uma garrafa de Touriga Nacional 2012, mas não foi objecto de prova.

O meu primeiro contacto com os vinhos h’OUR tinha acontecido poucos meses antes, aquando da minha participação no Bloggers Challenge, em que o h’OUR branco foi o vinho por mim escolhido para um dos pratos. Na altura, em comparação com o outro branco presente, o Caios, escolhido pelo meu comparsa Luís Gradíssimo, gostei mais do h’OUR branco, pela sua acidez e frescura.

Desta vez o branco não me agradou tanto, pois relevou-se menos intenso aromaticamente embora com um pouco mais de estrutura e persistência, por opção do enólogo João Nápoles. Pessoalmente, gostei mais do outro perfil, que lhe conferia outra vivacidade. Álcool: 13%. PVP: 7,70 €.

O tinto mostrou-se relativamente redondo na boca, sem arestas. Proveniente de vinhas velhas, onde as castas se encontram misturadas, juntou-se-lhe Touriga Nacional e Sousão que lhe deram algum perfume. Estagiou em barricas usadas de 225 litros durante um ano, mostrando boa integração da madeira. Álcool: 14%. PVP: 9,90 €.

O rosé pareceu-me o menos interessante, ainda a precisar de afinação. Elaborado com 50% de vinhas velhas e 50% de Touriga Nacional, apresentou-se algo adocicado e com excesso de álcool e algum défice de acidez, que o tornam pouco vivo na prova de boca. Aliás, das informações dadas na ficha técnica, é aquele que apresenta menor acidez natural dos três vinhos apresentados (4,59 g/l contra 5,70 g/l do branco e 5,40 g/l do tinto). A rever no processo de elaboração. Álcool: 14%. PVP: 6,00 €.

Finalmente o azeite, um produto que domino pouco mas que vou conhecendo melhor aqui e ali, até por via familiar. Este azeite do Douro foi elaborado com as variedades Cobrançosa, Madural, Negrinha e Verdeal. Pareceu-me bastante suave e aromático, interessante. Acidez: 0,2%. PVP: 7,50 €.

Foi um fim de tarde agradável, em simpático convívio com o casal e com os outros presentes. Sendo um projecto ainda recente (o primeiro tinto foi lançado em 2013), tem ainda muito por onde crescer, e assim se espera que aconteça. Cá ficamos a aguardar por mais novidades.

O nosso agradecimento pelo convite que nos foi endereçado e votos de felicidades para estes Parceiros Na Criação. Eles merecem.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Fotos: Joana Baptista, cedidas por Joana Pratas

sexta-feira, 10 de março de 2017

No meu copo 589 - Vinha da Defesa 2011


Continuamos na Herdade do Esporão.

Subimos agora um patamar para o Vinha da Defesa tinto. É um vinho que já teve várias alterações de perfil, com mudanças de castas e preço. Andou pelos 7-8 €, foi produzido com Aragonês e Castelão, agora esta versão de 2011 apresenta-nos um lote de Touriga Nacional e Syrah.

Está diferente, mas não me parece que para melhor. Talvez menos expressivo aromaticamente mas mais redondo, com menos arestas e menos adstringência.

No aroma predomina o fruto maduro, enquanto na boca evidencia algum apimentado, com final persistente e suave.

Continua bom, mas menos bom.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Vinha da Defesa 2011 (T)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Syrah
Preço em feira de vinhos: 4,79 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 6 de março de 2017

No meu copo 588 - Monte Velho Edição Manta Alentejana: tinto 2015; branco 2015

Subimos agora no Alentejo, em direcção a Reguengos de Monsaraz.

Na edição de 2015 do Monte Velho, o Esporão resolveu homenagear as tradicionais mantas de Reguengos de Monsaraz e por isso juntou ao rótulo normal um padrão com um recorte que evoca essa peça. Sobre isso já está muito escrito, por isso remeto mais informação para outros sites e blogs, nomeadamente o do produtor.

O Monte Velho tinto é um dos vinhos que bebo há mais tempo, quase desde o seu lançamento em 1992, e conheci-o ainda quando era um vinho leve a aberto, com apenas ou 11 ou 11,5% de álcool. Depois foi-se transformando num vinho mais estruturado e encorpado, perdendo algum do seu encanto inicial e ficando mais igual a todos os outros, o que me fez deixá-lo mais esquecido e cruzar-me com ele esporadicamente.

Mas esta nova edição despertou-me a curiosidade, até porque a imagem tem vindo a ser renovada, com a menção às castas no próprio rótulo e o nome Esporão em destaque numa faixa inferior. E como entretanto o branco se renovou e se tornou mais apelativo, resolvi juntar os dois na mesma compra e prová-los quase de seguida.

A prova agradou. O tinto mostrou boa estrutura, aroma vinoso e frutado intenso, com notas de bagas silvestres e especiarias, macio na boca e final longo e redondo. Bom companheiro de carnes tradicionais do Alentejo.

O branco, ao contrário do tinto vinificado apenas com castas típicas do Alentejo, mostrou um aspecto cristalino com cor citrina, com aroma a notas de limão e fruta branca. Na boca mostrou-se vivo, intenso e com boa acidez, com final equilibrado e persistente. Um branco mais para o calor ou meia estação, para pratos de peixe com alguma delicadeza mas bom tempero.

Pelos preços disponíveis, serão duas boas compras, pelo que juntamos o branco ao tinto nas nossas sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Esporão

Vinho: Monte Velho Edição Manta Alentejana 2015 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional, Syrah
Preço em feira de vinhos: 3,59 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Monte Velho Edição Manta Alentejana 2015 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Antão Vaz, Roupeiro, Perrum
Preço em feira de vinhos: 3,37 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 2 de março de 2017

No meu copo 587 - Cortes de Cima, Homenagem a Hans Christian Andersen 2007

Continuamos por terras da Vidigueira, agora para uma incursão às Cortes de Cima com um tinto de excelência.

Este Homenagem a Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês de contos infantis, é tido como uma espécie de “segundo Incógnito”, ou um Incógnito com outro rótulo. Quando adquiri esta garrafa, em 2010, foi exactamente assim que o vinho me foi apresentado. O método de produção é semelhante, mas o vinho é obtido a partir de outras parcelas de vinha e com um perfil mais ligeiro.

Muito tempo depois, no Encontro com o Vinho e Sabores de 2014, tive oportunidade de participar numa prova vertical justamente com estes dois vinhos das Cortes de Cima. Esta colheita esteve em prova e foi das melhores.

O Incógnito foi um dos primeiros vinhos produzidos como monocasta de Syrah no Alentejo (1998). A história já foi contada e aplica-se também ao Homenagem, produzido também exclusivamente com Syrah.

Fermentou sem engaço a temperaturas controladas, com maceração pelicular prolongada. Estagiou 8 meses em barricas de carvalho americano e francês até ao engarrafamento em Agosto de 2008.

No início apresentou-se muito fechado de aromas, mas foi conveniente atempadamente decantado para acompanhar uns tenrinhos bifes de novilho passados no ponto.

Com quase 10 anos de idade, apresentou-se em plena forma, com bastante juventude no aroma profundo, excelente acidez e taninos muito macios e sedosos, estruturado na boca mas com final elegante, persistente e intenso. Percebe-se que foi um vinho desenhado com carinho e desvelo.

A par dos vinhos da Quinta do Monte d’Oiro, os vinhos de topo das Cortes de Cima serão, porventura, os melhores representantes da Syrah em Portugal, conseguindo expressar o melhor da casta, o que nem sempre é conseguido noutros vinhos (o próprio monocasta das Cortes de Cima com o nome Syrah já aqui foi por nós provado e esteve longe de agradar).

O preço, naturalmente, já disparou e aproximou-se da casa dos 30 €, mas vale a pena conhecê-lo.

Grande vinho! Recomendamos vivamente.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Cortes de Cima, Homenagem a Hans Christian Andersen 2007 (T)
Região: Alentejo (Vidigueira)
Produtor: Cortes de Cima
Grau alcoólico: 14%
Casta: Syrah
Preço: 18,50 € (adquirido em 2010)
Nota (0 a 10): 9