terça-feira, 29 de novembro de 2016

No meu copo 567 - Planalto Reserva 2015

Um branco todo-o-terreno, de todas as estações e para todos os pratos, um valor seguro, uma aposta garantida. Leve, seco, delicado, elegante, vivo e com estimulante acidez.

Uma escolha que nunca nos desilude. Desta vez foi com bacalhau à lagareiro, e portou-se como gente grande. Não é preciso dizer mais nada.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Planalto Reserva 2015 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega, Arinto, Rabigato, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

3º Bairradão em Lisboa





Foi no passado dia 28 de Maio que se realizou no Hotel Real Palácio a 3ª edição do Bairradão em Lisboa, com a habitual organização da garrafeira Néctar das Avenidas.

Tal como na anterior edição, tive oportunidade de me deslocar à sala de provas, de participar numa prova especial dedicada ao tema “A história da Casa de Santar” e ainda num jantar vínico, neste caso com vinhos da Dão Sul/Global Wines, ambos os eventos apresentados pelo enólogo Osvaldo Amado.

Já passaram 6 meses sobre o evento, pelo que seria maçador estar a enumerar os produtores presentes no evento. A lista está nas imagens anexas.

Tendo em conta que havia muito para provar, desta vez dediquei-me menos às provas livres. Andei por ali a provar sobretudo brancos e espumantes, pois o calor chamava para aí. De destacar um momento especial, com a prova dum vinho que está a ter algum impacto (pelo menos junto dos apreciadores da Bairrada), o 2221 Terroir de Cantanhede tinto 2011, feito em parceria entre a Adega Cooperativa de Cantanhede e as Caves São João: 2 produtores, 2 enólogos (Osvaldo Amado e José Carvalheira), 2 castas (Baga e Cabernet Sauvignon), 1 terroir (Cantanhede – O Cabernet Sauvignon provém da Quinta do Poço do Lobo, propriedade das Caves São João situada no concelho de Cantanhede). Simplesmente excelente! O preço condiz: cerca de 40 €!

Outro momento especial foi uma prova de vinhos da Casa de Santar, orientada pelo enólogo da Dão Sul, Osvaldo Amado. Foram provados vários tintos desde a colheita de 1994 até à de 2012. Destacaram-se as colheitas de 1994, 1995 e 2000 e 2011 pela elegância, 1998 e 2003 pela juventude ainda mostrada. O de 1996 mostrou-se em queda, com sinais claros de oxidação, enquanto o de 2012 apareceu demasiado novo, com demasiados taninos e a precisar de evolução na garrafa.

Mais para a noite houve o jantar buffet com vinhos da Dão Sul, de novo com apresentação de Osvaldo Amado. Neste foram degustados vinhos da Quinta de Cabriz, da Casa de Santar, do Paço dos Cunhas de Santar e, proveniente da Bairrada, da Quinta do Encontro.

Começou-se com o espumante Cabriz bruto natural, já nosso conhecido, que confirmou a levez e frescura que habitualmente o caracterizam e posicionam como uma aposta com boa relação qualidade/preço para quem pretende um espumante que não comprometa sem ter de pagar muito por ele. A par deste tivemos um blanc de noir, também um Cabriz produzido exclusivamente com Touriga Nacional, que mostrou alguma acidez e algum floral mas menos elegância.

Seguiram-se os brancos tranquilos, Casa de Santar Reserva 2014, Cabriz Reserva 2015 e Encontro 1 2012. Este último, o bairradino, mostrou-se claramente um vinho superior. Produzido apenas 4 a 5 vezes por década e apenas com a casta Arinto, é um branco com grande acidez e enorme estrutura, frescura e persistência. Claramente um vinho de outro campeonato. Os Cabriz e Santar mostraram a elegância e frescura habituais no Dão, com este um pouco mais estruturado que aquele.

Nos tintos tivemos alguns dos pesos-pesados: Cabriz Reserva 2012, Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2009 e uma surpresa no final, um Cabriz 25 anos 2011, comemorativo dos 25 anos de produção da quinta, elaborado com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Baga. Um vinho absolutamente espantoso, com um aroma extraordinário, algo absolutamente fora do comum. A par do sempre excelente Vinha do Contador, este Cabriz 25 anos conseguiu ainda estar melhor. O Cabriz Reserva 2012 cumpriu o que é habitual, num registo médio-alto, mas ao pé dos parceiros de ocasião pareceu um vinho banal...

No final ainda pudemos provar um licoroso, como agora acontece em várias regiões: onde não se pode fazer vinho do Porto fazem-se licorosos que são parecidos. Não sendo um Porto, saiu-se menos mal.

No fim dum longo dia, lá voltámos a casa regalados com tantos bons vinhos e boa comida. Sim, porque a par de tudo isto houve um jantar. A ementa está aqui. Nenhum reparo a fazer: tudo bom.

Parabéns à Néctar das Avenidas por mais um excelente evento. Hoje é dia de mais um, o 60º, a assinalar o 5º aniversário da garrafeira. Parabéns a dobrar, portanto!

Kroniketas, enófilo refastelado

terça-feira, 22 de novembro de 2016

No meu copo 566 - Douro Aveleda branco 2013


Continuamos no Douro, num branco mais simples, produzido pela Aveleda. Já provado anteriormente, mostrou-se meio seco, equilibrado, com corpo médio.

Equilibrado, com boa acidez mas sem ser exuberante. Para momentos e pratos menos exigentes.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Aveleda 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Malvasia, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

No meu copo 565 - Quinta de Cidrô rosé 2014

Voltamos a um rosé cuja primeira prova agradou bastante. Faz parte do renovado portefólio da Real Companhia Velha, especificamente com a marca Quinta de Cidrô, que já conta com um leque alargado de referências brancas e tintas produzidas com base em vinhos varietais.

No caso deste rosé, a prova anterior versou um vinho elaborado apenas com Touriga Nacional, sendo que esta colheita juntou-lhe a Touriga Franca.

Resultou um vinho mais carregado de cor, com um pouco mais de concentração e com aroma um pouco fechado no início, mas que logo se abriu no copo e se revelou sobretudo na prova de boca. Apresentou-se macio, com boa estrutura sem ser pesado, persistência e boa acidez, com final vivo e refrescante. No nariz mostra aroma intenso a frutos vermelhos e algum floral.

Uma boa compra, para continuar. É muito mais que um rosé de esplanada, é antes um rosé para a mesa, bastante gastronómico. Experimente-o com entradas diversas ou pratos um pouco ligeiros, mas não em demasia.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de Cidrô 2014 (R)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

No meu copo 564 - Desconhecido 2013

Este era absolutamente desconhecido. Foi dado a provar por um amigo num almoço entre diversos convivas.

Oriundo do Douro e produzido com duas das castas tradicionais e uma redescoberta mais recentemente, mostrou um aroma vinoso e intenso, com alguma predominância de notas a frutos silvestres. Corpo pujante e estruturado, taninos ainda por polir, conferindo-lhe alguma adstringência. Pareceu ter potencial de evolução mas precisa de tempo em garrafa para integrar melhor os aromas e ficar mais redondo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Desconhecido 2013 (T)
Região: Douro
Produtor: António Gonçalves Osório
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

No meu copo 563 - Fiúza Premium, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2008


Voltamos à Fiúza para um lote bivarietal que tem feito um longo caminho, com bons resultados mais evidentes sobretudo na região Tejo e na Bairrada. A própria Fiúza utiliza este lote no seu rosé, tal como a Quinta da Alorna o utiliza num tinto reserva.

Este tinto já com 8 anos mostrou-se pleno de saúde, sem sinais de declínio e ainda com evidentes notas frutadas. Muito fresco na boca e com boa estrutura, final persistente e suave.

Algumas notas de madeira já bastante disfarçadas e taninos redondos. Estagiou 8 meses em barricas e 6 meses em garrafa.

Não é um vinho excelente, mas pelo perfil revelado deverá ter aptidão para ser bebido bem mais novo, pois superou bem a prova do tempo.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Fiúza Premium, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2008 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço: 7,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

No meu copo 562 - Quinta do Casal Monteiro rosé 2015


Continuamos no Tejo. Este rosé foi-nos enviado pelo produtor, e tivemos oportunidade de prova-lo com um grupo mais alargado.

Temos provado muito bons rosés desta região, sendo mesmo daqui alguns dos nossos preferidos. Quinta da Alorna, Fiúza e Lagoalva são bons exemplos do tipo de rosés que temos como ideais: com boa acidez, corpo médio, aroma frutado intenso mas leves na boca e com pouco grau alcoólico.

Infelizmente, este não se mostrou ao mesmo nível, e as opiniões não foram favoráveis. Mostrou falta de acidez, sem vida, liso, chato. No aroma pouco melhor: sem exuberância, discreto em demasia.

É pena, mas não gostámos. Agradecemos a oferta desta garrafa, mas foi um rosé que não nos deixou memórias.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta do Casal Monteiro 2015 (R)
Região: Tejo
Produtor: Quinta do Casal Monteiro
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Touriga Nacional, Syrah, Tinta Roriz
Preço: 5 €
Nota (0 a 10): 3

sábado, 5 de novembro de 2016

Wine Fest 2016 Porto - Convites


Wine Fest 2016 Porto
Sábado, 19 de Novembro às 15:00
Alfândega do Porto

O blog Krónikas Viníkolas disponibiliza 5 convites para o Wine Fest 2016 Porto, organizado pelo Wine Club Portugal do nosso comparsa Luís Gradíssimo, que é também autor do blog Avinhar.

Os eventuais interessados por favor enviem um mail para kronikastugas@hotmail.com.

Obrigado ao Luís pela oferta dos bilhetes às Krónikas Viníkolas e aos visitantes que se deslocarem ao evento.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

No meu copo 561 - Quinta da Lagoalva de Cima, Syrah e Touriga Nacional 2010


Damos agora um salto até Alpiarça, para uma visita à Quinta da Lagoalva de Cima.

Entre lote de Syrah e Touriga Nacional foi adquirido em 2012 e esteve a repousar até agora. 4 anos e meio depois da compra, mostrou-se macio, suave, com aroma frutado com notas florais. Na boca é medianamente encorpado, com taninos maduros e redondos.

Nos últimos meses tive oportunidade de provar alguns vinhos da Quinta da Lagoalva (aqui e aqui, e ainda há mais para provar), e o panorama geral é bastante bom. São vinhos com boa relação qualidade/preço, e com uma qualidade média-alta.

Portanto, não estando (aqueles que já provei) no patamar da excelência, são boas aquisições que representam bem a qualidade dos novos vinhos do Tejo.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta da Lagoalva de Cima, Syrah e Touriga Nacional 2010 (T)
Região: Tejo (Alpiarça)
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Syrah, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 7,5