domingo, 31 de julho de 2016

No meu copo 547 - Quinta da Aveleda Colheita Selecionada, Loureiro e Alvarinho 2014

Este é já um clássico do Verão, que nunca nos deixa ficar mal. Para saborear com mariscos, saladas, entradas frescas, comidas leves. Para usufruir no tempo quente.

Depois de provadas as colheitas de 2011, 2012, 2013 e 2014, a conclusão a tirar é que vale a pena comprá-lo todos os anos. Bom e barato, e está tudo dito.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Aveleda Colheita Seleccionada, Loureiro e Alvarinho 2014 (B)
Região: Minho
Produtor: Aveleda, S.A.
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Loureiro, Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,35 €
Nota (0 a 10): 7

quinta-feira, 28 de julho de 2016

No meu copo 546 - Quinta da Alorna, Arinto 2010


Este vinho foi adquirido numa promoção online, no site FlashGourmet. Mais por curiosidade que outra coisa, tratando-se de um branco de 2010, quis ver como é que o Arinto se aguentou ao fim de quase 6 anos.

E aguentou-se bem. De cor amarela esverdeada, mostrou alguma frescura, acidez ainda bem marcada, boa estrutura na boca e final prolongado. Leves notas limonadas e ligeiro mineral compõem um conjunto equilibrado, ainda a respirar saúde e com alguma complexidade.

É adequado para peixes grelhados ou mariscos, não para pratos demasiado simples ou leves. Pelo preço que custou, era difícil pedir mais.

É um vinho a revisitar em colheitas mais recentes.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta da Alorna, Arinto 2010 (B)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Arinto
Preço: 3,75 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 24 de julho de 2016

No meu copo 545 - Casa Ermelinda Freitas: Alicante Bouschet 2012; Syrah Reserva 2013; Touriga Franca Reserva 2013

Terminamos este périplo pelos vinhos da Península de Setúbal voltando a transitar de Pegões para Fernando Pó, também para uma prova de três varietais tintos da Casa Ermelinda Freitas.

Começando pelo Alicante Bouschet, foi uma excelente surpresa. Encorpado, persistente, robusto, vibrante, longo, cotou-se como o melhor dos três e mostrou estar ali para durar. Um vinho de elevado nível, que justifica o preço que custa e pode satisfazer os consumidores mais exigentes.

O Syrah Reserva foi muito badalado quando a colheita de 2005 ganhou um concurso internacional, o que motivou desde logo o epíteto, que a nossa imprensa está sempre pronta a lançar, de “melhor vinho do mundo”. Passados todos estes anos e terminada a febre especulativa, esta prova mostrou um vinho persistente, aromático, suave e equilibrado. Justifica alguns encómios e a fama que granjeou, mas... não exageremos.

Finalmente, o Touriga Franca Reserva, que perdeu claramente na comparação com os seus parceiros. Medianamente encorpado, algo linear e com final curto, não surpreendeu nem justificou o preço, ficando-se pela mediania. Não se pode acertar em tudo, e com tantos vinhos monocasta alguns têm de sair menos bem conseguidos. Mas curiosamente, já na prova dos monocasta da Adega de Pegões, o Touriga Nacional se revelou o menos interessante.

De facto, isto de importar todas as castas para todo o lado tem que se lhe diga...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Península de Setúbal
Produtor: Casa Ermelinda Freitas

Vinho: Casa Ermelinda Freitas, Alicante Bouschet 2012 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Alicante Bouschet
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Casa Ermelinda Freitas Reserva, Syrah 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Syrah
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Casa Ermelinda Freitas Reserva, Touriga Franca 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 7,49 €
Nota (0 a 10): 7

quarta-feira, 20 de julho de 2016

No meu copo 544 - Adega de Pegões: Aragonês 2013; Cabernet Sauvignon 2012; Touriga Nacional 2013

Voltamos à Cooperativa de Santo Isidro de Pegões, agora para alguns varietais tintos em que a empresa é pródiga. De acordo com as disponibilidades do mercado, resolvi provar alguns destes varietais da Península de Setúbal.

Começamos pelo monocasta Aragonês 2013. Vinificado em cubas de inox, estagiou 12 meses em meias-pipas de carvalho. Apresenta-se encorpado, estruturado, equilibrado, cheio e persistente, com aromas onde predominam especiarias.

O Cabernet Sauvignon 2012 também foi vinificado em cubas de inox e estagiou 12 meses em meias-pipas de carvalho. Mostrou-se encorpado, robusto, de aroma vinoso intenso, persistente e com aromas onde predomina algum chocolate e compota.

Finalmente, a inevitável Touriga Nacional de 2013. Aroma algo discreto, corpo mais delgado, final mais curto e predominância de aromas florais. O menos convincente dos três. A Touriga, ao contrário do que se diz, não é rainha em todo o lado...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Península de Setúbal
Produtor: Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões

Vinho: Adega de Pegões, Aragonês 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Adega de Pegões, Aragonês 2013 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Adega de Pegões, Touriga Nacional 2013 (T)
Grau alcoólico: 14,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,72 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 17 de julho de 2016

No meu copo 543 - Quinta de Camarate: tinto 2012; branco seco 2014

Mais dois clássicos da José Maria da Fonseca, duas marcas de décadas que têm passado esporadicamente pelas nossas mesas.

Ao longo dos anos, o Quinta de Camarate tinto e o branco seco têm vindo a ser moldados ao perfil das épocas, com a incorporação de novas castas e a exclusão de outras.
O tinto apresenta agora uma percentagem minoritária de Castelão e uma maioria de Touriga Nacional. Mostra-se com paladar intenso, encorpado, persistência média e aroma não muito exuberante. Estagiou 8 meses em barricas de carvalho francês~.

Quanto ao branco seco, um dos meus preferidos nos tempos mais recentes, deixou o Moscatel e actualmente contém apenas duas castas de fora da região. Já o senti melhor que nesta colheita. Mostrou um aroma algo discreto e persistência média.

Depois de provar a colheita de 2013, esta de 2014 confirmou que a versão anterior me agradava mais. Falta aqui, se calhar, o Moscatel. Parece-me que não se ganhou em intensidade aromática o que se perdeu em doçura.

Feito o balanço, creio que a substituição das castas típicas da região por outras importadas não só não trouxe um acréscimo de qualidade como tornou estes vinhos menos típicos e mais parecidos com todos os outros...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca Vinhos

Vinho: Quinta de Camarate 2012 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional (52%), Aragonês (25%), Cabernet Sauvignon (14%), Castelão (9%)
Preço em feira de vinhos: 7,48 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Quinta de Camarate Seco 2014 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho (66%), Verdelho (34%)
Preço em feira de vinhos: 5,24 €
Nota (0 a 10): 7

quinta-feira, 14 de julho de 2016

No meu copo 542 - Tons de Duorum 2012; Marquês de Borba 2011; Loios 2011

Continuando na esfera da João Portugal Ramos Vinhos, fizemos uma prova conjunta de três tintos que também nos foram oferecidos pelo produtor: dois da sua produção em Estremoz e um da sua parceria na Duorum.

Desde logo, estando o Marquês de Borba posicionado num patamar acima dos outros dois, foi com naturalidade que se cotou sem dificuldade como o melhor na prova. Aromático, macio, encorpado, estruturado e persistente, com fruto maduro bem presente e equilíbrio entre todas as componentes. Um ligeiro toque a madeira envolve o conjunto com suavidade.

O outro tinto de Estremoz, o Loios, confirmou aquilo que já conhecemos dele. É encorpado, vivo, macio e persistente, embora com menos estrutura. É um vinho com uma boa relação qualidade-preço que se tem imposto na gama de entrada, sendo uma boa aposta para o dia-a-dia.

Quanto ao Tons de Duorum, acabou por perder na comparação com os dois alentejanos. Apresentou-se elegante, aberto, macio mas com final curto e aroma discreto.

Mais uma vez os nossos agradecimentos à João Portugal Ramos Vinhos pelas garrafas que gentilmente nos foram enviadas

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tons de Duorum 2012 (T)
Região: Douro
Produtor: Duorum Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 2,98 €
Nota (0 a 10): 6,5

Vinho: Marquês de Borba 2011 (T)
Região: Alentejo (Estremoz - Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 4,17 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Loios 2011 (T)
Região: Alentejo (Estremoz - Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Trincadeira, outras
Preço em feira de vinhos: 2,55 €
Nota (0 a 10): 7

terça-feira, 12 de julho de 2016

No meu copo 541 - Pouca Roupa rosé 2014

Um vinho descomplicado, simples, leve e suave, a cumprir bem o papel no alargamento do portefólio de João Portugal Ramos em vinhos, com a extensão para patamares de topo e de entrada de gama.

Este Pouca Roupa rosé 2014, gentilmente oferecido a este blog pela João Portugal Ramos Vinhos, é aromático quanto baste, com boa acidez e adequado para a época em que nos encontramos, para acompanhar entradas ou petiscos leves, ou mesmo saborear a solo num dia de Verão, por um preço acessível.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pouca Roupa 2014 (R)
Região: Alentejo (Estremoz - Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Cabernet Sauvignon
Preço: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7

domingo, 3 de julho de 2016

No meu copo 540 - Aveleda Reserva da Família 2011



Continuamos nos brancos, agora revisitando a Quinta da Aveleda que mantém a tradição de produzir um branco na Bairrada.

Depois da marca Follies, de que tivemos oportunidade de provar um bi-varietal de Chardonnay e Maria Gomes, temos agora este Reserva da Família, que mantém um perfil semelhante ao seu antecessor, embora com um lote mais alargado de castas.

Este Reserva da Família 2011 apresentou um corpo e persistência médias, frutado quanto baste, algum mineral mas não muito intenso no nariz nem na boca. Recordando o Follies branco da Bairrada, parece-me que, além de mais barato, era mais bem conseguido.

Kroniketas, enófilo esclarecido



Vinho: Aveleda Reserva da Família 2011 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Maria Gomes, Rabo de Ovelha, Chardonnay, Bical
Preço em hipermercado: 9,37 €
Nota (0 a 10): 7,5