sábado, 5 de março de 2016

No meu copo 512 - Quinta do Sobral Reserva 2010

Já tinha este vinho em stock há três anos, e resolvi experimentá-lo nesta altura para ver como estava com um pouco mais de 5 anos depois da colheita.

A verdade é que foi uma decepção. Nunca tinha bebido nenhum vinho deste produtor, que fica na vila de Santar, paredes meias com a Casa da Santar e com o Paço dos Cunhas, geridos pela Dão Sul, e não fez jus ao nome nem à fama dos vinhos dali saídos.

Este não é, definitivamente, um vinho típico do Dão. Não sei se é um vinho de “nova tendência”, mas não creio que seja este o caminho. Para quem gosta dos vinhos do Dão com o perfil descrito nos posts anteriores, este vinho podia perfeitamente ser do Douro, do Tejo ou do Alentejo.

Muito carregado, muito fechado, extremamente pesado na boca e cansativo, é um vinho que não apela a que se beba mais um copo, pois farta logo aos primeiros goles. E não é pelo grau alcoólico, pois a graduação está em parâmetros razoáveis. Mas este é vinho super-extraído, aquilo que se convencionou chamar uma “bomba”. Se com 5 anos está assim, não imagino como seria em novo.

É pena, mas não quero repetir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta do Sobral Reserva 2010 (T)
Região: Dão
Produtor: Quinta do Sobral
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 5

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