domingo, 27 de setembro de 2015

No meu copo 478 - Colinas rosé 2013

Este rosé foi adquirido na habitual promoção mensal da Revista de Vinhos. Havia alguma curiosidade e expectativa, que não se confirmou. O Pinot Noir costuma dar tintos muito leves e abertos mas esta versão em rosé não convenceu. Contrariamente a outro rosé de Pinot Noir provado há dois anos, proveniente da Campolargo, este mostrou-se doce, enjoativo, chato, sem acidez.

Falta-lhe algo. Falta-lhe bastante. Falta-lhe quase tudo...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Colinas 2013 (R)
Região: Bairrada
Produtor: Sociedade Agrícola Colinas de São Lourenço
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Pinot Noir
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 3

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

No meu copo 477 - Fiúza, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional rosé 2013

Revisitando este rosé, habitualmente um dos meus preferidos mas que na última prova tinha decepcionado, parece que voltou ao perfil habitual, tendencialmente mais seco, leve e aromático.

Apresentou uma cor rosada profunda, aroma com notas florais e a frutos vermelhos, e na boca algumas notas de frutos silvestres. Final elegante e fresco, com alguma persistência. Embora apresentando um ligeiro adocicado, esteve muito longe do vinho algo chato e doce da prova anterior. Esperemos que esse tenha sido apenas um ano menos feliz.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Fiúza, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional 2013 (R)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 19 de setembro de 2015

No meu copo 476 - Terras do Demo branco seco 2013

Conheço este branco há mais de 25 anos, foi aliás um dos primeiros que experimentei quando comecei a provar vinhos. Na altura agradou-me por ser seco e ter uma boa acidez. Depois perdi-lhe o rasto durante bastante tempo.

Nos anos mais recentes voltou a aparecer nas prateleiras com maior frequência e resolvi revisitá-lo.

Claro que durante este tempo os padrões do vinho mudaram e os meus gostos também. Deste modo, o padrão de apreciação deste vinho tem pouco a ver com a época em que o conheci, porque entretanto tive oportunidade de ir subindo a fasquia.

A verdade é que este Terras do Demo branco seco continua a ser um vinho agradável de beber. Vivo, macio, floral, de aroma frutado e não muito exuberante, corpo médio e final suave e com persistência média.

Para o patamar de preço em que está posicionado, é um vinho que se bebe com agrado e não decepciona.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Terras do Demo branco seco 2013 (B)
Região: Távora-Varosa
Produtor: Cooperativa Agrícola do Távora
Grau alcoólico: 12%
Castas: Malvasia Fina, Gouveio, Pedernã, Folgazão, Rabo de Ovelha
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 7

terça-feira, 15 de setembro de 2015

No meu copo 475 - Quinta de Cidrô Reserva, Chardonnay 2014

Depois de há algumas semanas termos tido oportunidade de provar por duas vezes o Sauvignon Blanc da Quinta de Cidrô, chegou depois a vez do Chardonnay, cuja última prova tinha surpreendido pela positiva.

Como não podia deixar de ser, tem um perfil completamente diferente. Não está demasiado marcado pela madeira, tem um aroma com alguma tosta e apresenta uma boa persistência, com uma boa acidez a conferir-lhe frescura. É o típico branco de meia estação ou de Inverno, vocacionado para pratos mais exigentes embora a sua frescura o torne mais polivalente.

A minha preferência vai inevitavelmente para o Sauvignon Blanc, mas este Chardonnay acabou por marcar pontos nas minhas escolhas, e já entra com alguma facilidade nas opções de escolha. É um dos poucos brancos de Chardonnay portugueses e fermentados em madeira que não me desagradam, o que não deixa de ser um excelente sinal.

A Real Companhia Velha parece ter encontrado o caminho certo para o posicionamento da sua vasta gama de vinhos, que melhoram a olhos vistos de dia para dia. Vale a pena continuar a explorar este vasto portefólio e experimentar os vários monocasta, brancos e tintos, provenientes da Quinta de Cidrô, sem descurar incursões aos vinhos das outras quintas.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de Cidrô Reserva, Chardonnay 2014 (B)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 14%
Casta: Chardonnay
Preço em hipermercado: 8,92 €
Nota (0 a 10): 8

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

No meu copo 474 - Lybra branco 2014

Outra bebida provada nas férias foi a versão em branco do Lybra, a marca que substituiu o Vinha da Nora no portefólio da Quinta do Monte d’Oiro.

Numa deslocação a um bar-restaurante em Ferragudo – o Club Nau, na margem oposta do rio Arade em relação a Portimão, já no concelho de Lagoa – houve que escolher um vinho para acompanhar uma cataplana de tamboril. A oferta era interessante e variada, e contrariamente aos preços dos pratos (quase proibitivos) os preços dos vinhos eram razoáveis para restaurante. Tentando fugir um pouco à vulgaridade e sem esticar os custos exageradamente, optámos por este branco da zona de Alenquer.

Sabe-se que o produtor José Bento dos Santos tenta reproduzir na Quinta do Monte d’Oiro a produção das Cotes du Rhône, dada a similitude de clima e terreno. Assim tem usado nos seus vinhos duas castas emblemáticas daquela região vinícola do sudeste de França, o Syrah nos tintos e o Viognier nos brancos. É precisamente o Viognier que vamos encontrar na base deste Lybra branco, complementada com Marsanne e com o portuguesíssimo Arinto.

O resultado é um vinho muito aromático, seco, frutado, suave, longo e fresco e com uma bela acidez. Casou na perfeição com a cataplana e soube tão bem aos comensais que, para acompanhar o bife na pedra que veio a seguir – este sim, a preço absurdo e em quantidade diminuta –, em vez de mudarmos para um tinto continuámos no branco. No final, entre 4 pessoas consumimos 3 garrafas...

Eis um excelente exemplo do aumento de qualidade dos brancos portugueses, e este é mais um que se recomenda. Embora não seja barato, a qualidade é bem acima da média e vale bem o preço que custa.

Parabéns à Quinta do Monte d’Oiro por mais este belo vinho.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Lybra 2014 (B)
Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d’Oiro
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viognier, Arinto, Marsanne
Preço: cerca de 9 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

No meu copo 473 - Casa da Passarela, O Brazileiro 2014

Ainda não tinha provado este rosé da Casa da Passarela e tive oportunidade de prova-lo durante este Verão a acompanhar uma mariscada.

Tal como tem acontecido com os outros vinhos da casa que tenho vindo a conhecer paulatinamente, gostei. Com uma cor salmão desmaiada, é um vinho leve e suave, fresco, aromático, floral e com alguma persistência.

É um daqueles vinhos gulosos que se bebem com prazer e dos quais apetece sempre provar mais um copo. Excelente em ambiente estival e com refeições leves. Um bom produto a acrescentar aos rosés recomendáveis – aqueles que não pretendem ser tintos disfarçados, pesados e híper-alcoólicos.

Este vai entrar imediatamente para a nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Casa da Passarela, O Brazileiro 2014 (R)
Região: Dão
Produtor: O Abrigo da Passarela
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em hipermercado: 4,29 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

No meu copo 472 - Vila Santa, Trincadeira 2011

Um vinho clássico do Alentejo, com uma casta clássica. A cada vez menos badalada Trincadeira desta vez aqui em destaque num dos vinhos monocasta de João Portugal Ramos.

No aroma mostra uma boa concentração de fruta madura, com um toque vegetal típico da casta. Na boca sente-se volumoso, cheio, estruturado, com taninos suaves e final longo e persistente.

Estagiou seis meses em meias pipas novas de carvalho francês, apresentando a madeira muito discreta e integrada no conjunto, sem se destacar mas dando apenas aquele toque necessário para “temperar” o vinho.

Em suma, mais um produto que faz jus ao nome consagrado deste produtor e enólogo que ajudou (e de que maneira) a mudar o panorama dos vinhos nacionais um pouco por todo o lado, e principalmente a sul, levando um pouco o Alentejo a reboque.

Um valor sempre seguro, como praticamente tudo o que sai da adega Vila Santa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Vila Santa, Trincadeira 2011 (T)
Região: Alentejo (Estremoz - Borba)
Produtor: João Portugal Ramos Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Casta: Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 8