quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Na minha mesa 429 - Restaurante Bem-Haja (Nelas)

     
 

No regresso a casa, uma passagem há muito desejada por um dos restaurantes de referência da região: o Bem-Haja, em Nelas. Cheguei cedo, com o restaurante ainda vazio. Sentei-me numa mesa perto da entrada, mas estrategicamente colocada junto à janela.

Sala ampla, em tons de pedra e decoração onde predomina o vermelho, com duas mesas de buffet logo depois de franqueada a porta de vidro que dá acesso à sala de refeições: uma com entradas, queijos e doces, e outra com sobremesas. A meio da sala, uns degraus que dão acesso a outra sala, para fumadores, onde existe ainda outra porta de vidro que guarda a vasta garrafeira.

A ementa é vasta e aliciante, mas desde logo somos aconselhados com as sugestões do dia. E como era a sugestão do dia, lá optei pelo inevitável cabrito assado no forno, acompanhado com batatinhas assadas, arroz de miúdos e esparregado. Muito bom, apaladado, e uma meia dose em quantidade que não consegui terminar.

Mais uma vez tive de optar pelo vinho em formato reduzido. Não havendo meias-garrafas, foi-me colocada a opção do vinho a copo (por 3,5 €), tendo à disposição o Pedra Cancela, que curiosamente tem a adega situada a poucas dezenas de metros dali. Assim fiz, e ainda tive de pedir um segundo cálice para acompanhar a refeição.

Finalmente, uma visita ao buffet de sobremesas, onde escolhi umas colheradas de arroz doce e um bolo de chocolate com textura de mousse, muito bom.

Ambiente discreto e requintado, alegre e vivo, mas recatado. Tudo se passa sem espalhafatos, discretamente e quase em silêncio. Serviço rápido, simpático e competente. Confecção irrepreensível em todas as vertentes.

Estamos a falar dum restaurante já de nível acima da média, mas pela qualidade que apresenta o custo da refeição não é excessivo. Compreende-se a procura que tem, e quando de lá saí já a sala estava praticamente cheia, com a chegada de vários grupos, em que predominam as famílias.

No final saí plenamente satisfeito e só apeteceu dizer... bem-haja. E ficou a vontade de voltar, naturalmente.

No regresso a casa, e estando em Nelas, ainda tive tempo de descobrir onde é o famoso Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão e tirar umas fotos, que estão no final deste post.

Kroniketas, enófilo itinerante

Restaurante: Bem-Haja
Rua da Restauração, 5
3520-069 Nelas
Telef: 232.944.903
Preço por refeição: 30 €
Nota (0 a 5): 4,5


  

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Na minha mesa 428 - Restaurante 3 Pipos (Tonda)

  
 

No caminho de ida para Viseu, para a entronização dos novos confrades, fiz uma pausa no trajecto para almoçar no restaurante 3 Pipos, em Tonda, a caminho de Tondela.

Ambiente familiar, quase rústico, pratos regionais e caseiros, variados. Serviço rápido, simpático e competente. Além do inevitável cabrito, tínhamos como opção um arroz de míscaros e alguns pratos bastante apelativos, mas o funcionário que me atendeu recomendou-me o arroz de míscaros. Assim fiz e não fiquei nada mal servido.

O arroz veio malandrinho, caldoso, com bocadinhos de carne e os famosos míscaros laminados, muito bem temperado. Não resisti a esvaziar a travessa até ao fim.

Já saciado com o prato principal, não deixei de olhar para a montra de doces, na sala de entrada, que estava bastante bem recheada. Havia uma mousse de chocolate bastante atractiva, mas optei pelas Trapalhadas, que acaba por ser o mais ou menos tradicional doce às camadas, que se vê um pouco por todo o lado com as mais diversas designações.

Não querendo beber muito vinho, uma vez que tinha a viagem para completar, pedi ½ jarro de vinho da casa, que agradou. Suave e macio, um tinto típico do Dão por 3 €. Serviu para a função.

Para além da sala onde me sentei, há uma outra sala maior, mais para dentro, que estava repleta e bastante mais barulhenta que a primeira. Na sala de entrada, bastante espaçosa e onde está situado o balcão, fica localizada, à direita, a loja do restaurante, onde se pode comprar vinho e outros produtos regionais.

No final, uma refeição calma, agradável e satisfatória, em ambiente ameno e representativo da boa gastronomia da região. Este 3 Pipos é bom, não é caro e recomenda-se.

Kroniketas, enófilo itinerante

Restaurante: 3 Pipos
Rua de Santo Amaro, 966
Tonda
3460-479 Tondela
Telef: 232.816.851
Preço por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 4,5

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

No Solar do Vinho do Dão - Entronização dos novos Confrades

  
  

Sem que nada o fizesse prever, em Dezembro de 2014 recebemos uma mensagem em nome da Confraria dos Enófilos do Dão, em nome do Grão-Mestre da Confraria e do Presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Dão. Tratava-se de um convite para assistir à cerimónia de entronização dos novos confrades, que iria decorrer num fim-de-semana de Dezembro no Solar do Vinho do Dão. Dias antes já tínhamos tido conhecimento de que os dois principais dinamizadores do grupo #daowinelover haviam sido propostos para confrades honorários, o que nos pareceu inteiramente merecido.

O inesperado convite para assistirmos à cerimónia, que muito nos honrou, incluía um programa que preenchia o dia todo: cerimónia de entronização, recepção na Câmara Municipal de Viseu, entrada no Festival de Vinhos de Inverno do Dão, seguido de um jantar e ainda duma Wine Party. Infelizmente, o convite só contemplava uma presença no jantar, pelo que não foi possível angariar companhia para esta jornada. Mas como este era um acontecimento raro, e que por isso mesmo não sabemos se se repetirá, resolvemos aceitar o convite e pus-me sozinho a caminho de Viseu. E é por isso que o resto do post é na primeira pessoa do singular…

Estando a deslocar-me sem companhia, achei por bem planear o regresso atempadamente, considerando a hipótese de pernoitar em Viseu. A seguir a um jantar e prova de vinhos, que terminariam sabe-se lá a que horas, não seria prudente regressar a casa a conduzir sozinho. Portanto reservei um quarto numa residencial da zona, só mesmo para dormir e não ter hora para acordar.

A primeira etapa tratou-se, obviamente, da ida para Viseu, que incluiu paragem para almoço no caminho, pois era suposto estar no Solar do Vinho do Dão às 15h00. Sobre esse almoço falarei no próximo post, bem como do almoço no dia seguinte, já na viagem de regresso.

Duas das primeiras pessoas que encontrei à chegada foram os daowinelovers: Pingus Vinicus e Miguel Pereira. Foram aparecendo depois outras caras conhecidas, alguns deles confrades já trajados a rigor, como o produtor e enólogo João Paulo Gouveia, Grão-Mestre da Confraria, o enólogo Manuel Vieira ou o jornalista Luís Baila. À medida que os convidados se acomodavam na capela onde iria decorrer a cerimónia, fui vendo outros futuros confrades, como a nova enóloga da Quinta dos Carvalhais, Beatriz Cabral de Almeida, o jornalista Carlos Daniel, o ex-atleta Carlos Lopes e o enófilo e gastrónomo Wilson Honrado.

Os novos confrades prestaram o juramento, receberam o traje e um diploma e provaram um vinho do Dão na tambuladeira do colar que lhes foi colocado ao pescoço. Houve momentos musicais, a bênção dos confrades, após o que seguimos de autocarro para a Câmara Municipal de Viseu, não sem antes pararmos numa das ruas principais para ouvir uma tuna académica que dedicou algumas canções aos confrades, os novos e os velhos.

De regresso ao Solar, dirigimo-nos então para o Festival de Vinhos de Inverno, onde marcaram presença muitos dos produtores em destaque no Dão. Por ali fui deambulando a provar o que não conhecia e trocando algumas palavras com quem me ia cruzando, nomeadamente o presidente da CVR do Dão e os jornalistas Carlos Daniel e Luís Baila.

Quando chegou a hora do jantar fomos encaminhados para um outro edifício, onde fomos distribuídos pelas mesas segundo um escalonamento prévio, no qual tive a oportunidade de constatar que eu era o único bloguista presente no evento.

Quanto ao jantar, dois belíssimos pratos: bacalhau com broa e migas e, claro, o inevitável cabrito assado no forno à moda beirã. Para acompanhar, garrafas de vinhos do Dão à discrição (ver ementa completa e lista de vinhos disponíveis nas imagens). Algumas desapareceram imediatamente, mas ainda consegui trazer para a mesa um Meia Encosta branco 2013 e um Quinta das Maias Jaen tinto 2011. O resto foi-se debicando daqui e dali.

Finalmente, e terminado o excelente repasto, ainda dei um salto à Wine Party, mas como o dia seguinte era de regresso, foi quase mera entrada por saída, um interlúdio antes do sono retemperador.

Foi, pois, um dia muito bem passado, com bons momentos de convívio e a possibilidade de falar um pouco com algumas personalidades relevantes da “fileira do vinho” na região. Resta-me agradecer à Confraria dos Enófilos do Dão, na pessoa do Grão-Mestre João Paulo Gouveia, e à Comissão Vitivinícola Regional do Dão, na pessoa do seu Presidente, Prof. Arlindo Cunha, ficando a promessa de as KV continuarem a divulgar os excelentes vinhos que o Dão tem para nos oferecer.

Aos novos confrades, parabéns pela honraria com que foram contemplados. E viva o Dão!

Kroniketas, enófilo itinerante

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Na GN Cellar 6 - Malmsey’s Blandy’s



Temos aqui uma prova vertical de vinhos da Madeira, realizada no passado mês de Dezembro na GN Cellar, contada na primeira pessoa pelo Politikos.

Aproveitando uma ida forçada à Baixa, decidi-me a rumar à Garrafeira Nacional, na Rua da Conceição, para a prova vertical dos vinhos da Madeira Blandy’s, na qual se degustaram seis vinhos, a saber:

  • Malmsey (ou Malvasia), antes do Canteiro
  • Blandy’s Malmsey 5 anos
  • Blandy’s Malmsey 10 anos
  • Blandy’s Malmsey 15 anos
  • Blandy’s Malmsey Colheita 1996
  • Blandy’s Malmsey Colheita 1988

Como cheguei tarde, já apanhei a prova no terceiro vinho, o 10 anos, o que não foi necessariamente mau, pois permitiu-me descer ao 5 anos e depois ao vinho de base, antes do chamado «Canteiro», o método tradicional de envelhecimento dos Madeira, percepcionando as diferenças, e depois voltar a subir...

A prova foi apresentada pelo enólogo da Blandy’s, Francisco Albuquerque, que de forma sabedora, pedagógica e paciente, a soube conduzir, mostrando-se sempre disponível para responder às perguntas da assistência.

Foi uma experiência muito gratificante percepcionar o trajecto ascensional dos vinhos no que se refere à intensidade aromática e gustativa... O salto do vinho de base – delgado e ainda sem o carácter dos Madeira – para o 5 anos é muito notório… Como notória é a diferença entre os 5, 10 e 15 anos e os Colheitas… Dentro das respectivas categorias, os vinhos mantêm o perfil característico da casta, terroir, local e método de envelhecimento, mas progridem em intensidade, mais até do que no corpo ou na complexidade… Achei alguma diferença no último, mais delicado, e que foi mesmo apelidado de Vintage por Francisco Albuquerque, uma curiosa apropriação pelos Madeira de um termo característico do vinho do Porto, indicador de um vinho de excepcional qualidade e reconhecível para o mercado… Diga-se, aliás, que o perfil dos Madeira 5, 10 e 15 anos é, grosso modo, equivalente aos nos Portos, e o dos Colheita aos seus homónimos no Douro (a que acresce os LBV e Vintage)… E nesta viagem, quando se pensa que já se está a beber um vinho óptimo, ainda vem um excelente, e depois deste um sublime... Que foi o que aconteceu com aquele Colheita 1988 que obteve recentemente um Gold Outstanding no International Wine and Spirit Competition (IWSC), um dos mais antigos concursos do Reino Unido, o que também se reflecte no custo: 281€ a garrafa!

Três (para mim) novidades: o vinho antes do estágio em Canteiro – designação que provém do facto de se colocarem as pipas sobre suportes de madeira, denominados canteiros, normalmente nos pisos mais elevados dos armazéns e onde as temperaturas são mais elevadas, por um período mínimo de 2 anos: sendo que o Colheita 1988 foi envelhecido em cascos de carvalho americano durante 25 anos (no 4.º andar até 1991; no 2.º andar até 1993; no 1.º andar os restantes 20 até ao engarrafamento); o Madeira deve ser conservado de pé e não deitado; o Madeira, depois de aberto, pode durar seis meses sem perda de qualidade, o que se deve ao envelhecimento por oxidação que sofreu...

Em suma, um excelente final de tarde com Madeiras, infelizmente não tão divulgados como claramente merecem...

Politikos, enófilo convidado

PS: Na ausência de outras fotos, usámos uma da própria Garrafeira Nacional, com a devida vénia.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Na Wines 9297 (2) - Com Jorge Moreira

  

Depois de várias provas a passarem-me ao lado, finalmente consegui voltar à Wines 9297 para uma prova apresentada pelo enólogo Jorge Moreira. Este é um nome que está associado a várias marcas de vinho: para além da produção que apresenta em nome próprio (de que começou por se destacar o Poeira), é também enólogo da Real Companhia Velha e mais recentemente associou-se a Jorge Serôdio Borges e Francisco (Xito) Olazabal para a produção de vinhos no Dão (M.O.B. e Quinta do Corujão).

Foram alguns destes vinhos que estiveram à prova num fim de tarde em meados de Dezembro passado. Na realidade, foram 5 vinhos: o M.O.B. branco e tinto, o Poeira branco e tinto e ainda uma novidade do Douro, o Passagem Reserva tinto.

No caso do M.O.B. agradou-me particularmente o branco (baseado em Encruzado), muito mineral e com grande frescura, bem estruturado mas suave. O tinto apresentou-se também muito elegante, fresco e com alguma delicadeza. É um lote pouco habitual, que junta Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen e Baga.

No caso dos Poeira, o tinto é conhecido pela sua pujança e estrutura, enquanto o branco apareceu mais marcado por algum floral, bastante corpo e persistência, muito mais austero no nariz e na boca que o M.O.B., enfim, dois perfis bastante diferentes que dividiram as opiniões dos presentes em termos de preferências.

Finalmente o Passagem Reserva, uma novidade bem recebida, um tinto do Douro com alguma delicadeza, muito focado na fruta, suave e aromático.

No geral, uma prova de nível muito agradável, em que todos os vinhos provados eram bons, sendo o resto apenas uma questão de preferência pelos diversos perfis apresentados. E, claro, sem deixar de lado o preço, que não é uma questão menor...

Kroniketas, enófilo esclarecido

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

No meu copo 427 - Horta da Palha, Touriga Nacional 2008

Terminamos esta viagem por terras do Alentejo em Benavila, no concelho de Avis, na Fundação Abreu Callado, próximo da barragem do Maranhão.

Temos aqui um monocasta de Touriga Nacional, a casa da moda em todo o lado, mas com um resultado que não é espectacular. Por muito boa que seja a Touriga Nacional, querer impô-la em todo o lado nem sempre resulta, principalmente se for a solo em vez de integrada num lote.

Sendo um vinho já com 6 anos, e portanto com tempo de garrafa suficiente para haver uma boa integração dos aromas e polir arestas, apresentou-se algo linear na prova de boca, aroma pouco exuberante, corpo algo delgado e final curto. As notas de violeta e flor de laranjeira estão presentes mas de forma muito discreta, com pouca expressividade.

Não é um mau vinho, longe disso. Bebe-se com facilidade, mas não encanta nem surpreende. Deixa-nos mais ou menos neutros e sem grandes memórias do que estava dentro da garrafa.

Talvez esta aposta na Touriga Nacional não seja a mais aconselhada. Também já começa a fartar...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Horta da Palha, Touriga Nacional 2008 (T)
Região: Alentejo (Avis)
Produtor: Fundação Abreu Callado
Grau alcoólico: 14%
Casta: Touriga Nacional
Nota (0 a 10): 6

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

No meu copo 426 - Monte da Ravasqueira Reserva 2011

O Monte da Ravasqueira tem vindo nos últimos anos a ganhar alguma notoriedade entre os vinhos do Alentejo, e esta garrafa apresentada pela Revista de Vinhos mereceu os melhores encómios, tendo em conta que todas as garrafas promovidas são seleccionadas pelo painel de provadores e sujeitas a um escrutínio que obriga a que atinjam uma classificação mínima, creio que 16.

Teoricamente, isso significa que estaremos sempre próximos dum patamar de qualidade bem acima da média, com classificações de bom ou muito bom (não esquecer que se trata de vinhos vendidos a 6 € que apresentam um preço de mercado a rondar os 9/10 €), mas às vezes, na prática, não é bem isso que acontece. Já se sabe que os gostos não são iguais, e nem sempre os gostos e opiniões alheiras coincidem com os nossos. E quando se fala de vinhos, então, é impossível impor um padrão seja a quem for...

Aconteceu isso com esta garrafa, que me desiludiu. Este Reserva 2011 apresentou-se demasiado alcoólico, com muita fruta no nariz mas algo curto, pouco estruturado e sem persistência. A combinação de Touriga com Syrah não revelou nada de especial, o que veio mais uma vez confirmar as impressões que tenho ido formando acerca do Syrah nos vinhos alentejanos.

Mais recentemente a Revista de Vinhos voltou a apresentar uma nova colheita deste vinho, referindo de passagem o enorme sucesso que foi o lançamento anterior. Se o que se pretende é um vinho da moda, pois então que seja, já que a receita está lá toda: fruta, álcool e madeira, o trio inefável e inevitável que inundou o mercado na última década.

A impressão que me fica deste reserva, com muita pena minha pelo dinheiro gasto, é esta: nada de novo, mais do mesmo. Não surpreende, não encanta, não inova, não acrescenta nada às dezenas que invadem as prateleiras e são quase iguais. É apenas mais um na torrente. Por mim, passo. Passei o de 2012 e continuarei a passar os seguintes. Qualquer coincidência com o Julian Reynolds, referido no post anterior, será... inexistente!

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Monte da Ravasqueira Reserva 2011 (T)
Região: Alentejo (Arraiolos)
Produtor: Sociedade Agrícola D. Diniz
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Syrah
Preço com a Revista de Vinhos: 6 €
Nota (0 a 10): 5

sábado, 3 de janeiro de 2015

No meu copo 425 - Julian Reynolds 2006

Iniciamos o ano da melhor forma com este belíssimo tinto. Este foi apenas o segundo vinho desta casa que provei, depois de há uns anos ter provado o Gloria Reynolds 2004. Tomei contacto com ele numa edição da Revista de Vinhos, em 2011, e a surpresa foi tal que quando o reencontrei voltei a comprá-lo.

Depois de provar mais duas ou três garrafas, as impressões mantiveram-se. Trata-se dum excelente vinho, muito vivo e apelativo na boca, robusto e ao mesmo tempo elegante, encorpado e bem estruturado, persistente e com um toque a especiarias, com uma acidez refrescante, taninos muito sedosos e elegantes.

É mais um bom exemplo de como se pode fazer um vinho com robustez e elegância, sem ser uma bomba de fruta e extracção, muita madeira e muito álcool. Tem isso tudo mas apenas na medida necessária, tudo na conta certa. E o preço é excelente para a qualidade que tem.

Boa compra? Não: excelente compra! Entrou de imediato (e de caras) para a nossa lista de sugestões.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Julian Reynolds 2006 (T)
Região: Alentejo (Arronches - Portalegre)
Produtor: Julian Cuellar Reynolds
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Trincadeira, Syrah
Preço em hipermercado: 6,99 €
Nota (0 a 10): 8,5