sábado, 28 de novembro de 2009

No meu copo 255 - Porta dos Cavaleiros Reserva, Touriga Nacional 2007

As Caves São João são uma das mais antigas empresas de produção de vinho em Portugal, com uma origem que remonta a 1920.

Alguns dos seus vinhos emblemáticos são nossos conhecidos há muitos anos, como o Frei João, o Frei João Reserva, o Caves São João Reserva e o Porta dos Cavaleiros. Já tivemos experiências extraordinárias com algumas relíquias desta casa, como aconteceu com uma garrafa magnum de Porta dos Cavaleiros Reserva Seleccionada de 1975.

Nos últimos anos os vinhos destas caves andaram um pouco longe da ribalta, e durante algum tempo era praticamente impossível encontrar o Frei João Reserva, o Caves São João Reserva e o Porta dos Cavaleiros Reserva. O reencontro, de certa forma, ocorreu numa das últimas edições do Encontro com o Vinho, onde a empresa estava representada com novos lançamentos destes vinhos. Neste momento já é possível encontrá-los à venda.

Há alguns meses experimentámos uma garrafa de Porta dos Cavaleiros Reserva 2002 que não convenceu, ficando em suspenso uma nova prova para tirar dúvidas. Mas entretanto encontrámos à venda uma versão monocasta deste vinho, que desde logo tratámos de adquirir.

Foi uma boa revelação. Trata-se de um vinho suave e aromático, com aroma predominantemente frutado e floral que lhe é conferido pela Touriga Nacional. Na boca é medianamente encorpado com boa persistência e final adocidado e aveludado, mas em que se notam taninos firmes.

Pareceu ter potencial para melhorar com mais um ou dois anos de garrafa, e tendo em conta o preço moderado parece ser uma boa opção de compra. Uma prova a repetir e uma marca a considerar nos recomendáveis.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Porta dos Cavaleiros Reserva, Touriga Nacional 2007 (T)
Região: Dão
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,85 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pondo a escrita em dia... (2)

No meu copo 254 - Casa Burmester Reserva 2005; Quinta de Pancas, Selecção do Enólogo 2004; Gouvyas Vinhas Velhas 2004; Porto Quinta de La Rosa Vintage 2000




(continuação)

O pontapé de saída foi dado por um Casa Burmester Reserva 2005 que já havia estado escalado várias vezes para jogar na equipa principal mas fora sempre preterido em função de outras escolhas. Entrou agora e teve uma boa prestação. É um vinho frutado mas não em excesso, o que lhe confere elegância e sofisticação. A fruta está lá mas não abafa tudo à sua volta. É uma escolha para ser revisitada.

Seguiu-se um Quinta de Pancas, Selecção do Enólogo 2004, um blend de três castas muito bem casadas. Um vinho equilibrado, resultado do casamento harmonioso das boas características das 3 castas presentes: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Alicante Bouschet, em que nenhuma se sobrepõe às outras. De realçar a boa integração das especiarias do Cabernet Sauvignon, que não são fáceis de abafar mas que ali estão presentes no ponto certo, não sobressaindo em demasia. A mim, convenceu-me, e se pensarmos na relação preço-qualidade, temos ali um vinho muito competitivo para o patamar de preço em que se encontra. É um vinho moderno, bem feito. Uns dirão que um pouco redondo e sem traço de diferenciação com outros, o que é verdade, mas que não deixa, por isso, de ser um bom vinho.

Passámos, então, a um Gouvyas Vinhas Velhas 2004. A opinião geral foi que se tratava de um vinho com grande personalidade. Muito diferente dos anteriores. É um vinho feito à moda antiga, complexo, estruturado, espesso, robusto, que evoca vinhos passados. Atrever-me-ia mesmo a dizer um vinho rústico, descontando aqui a componente negativa da palavra. Integrou-se na refeição e com os vinhos já provados como aquelas mobílias rústicas de boa qualidade que podem estar na mesma divisão com móveis Luís XVI, sem destoar e, pelo contrário, brilhar e até os ofuscar pela diferença. É feito de uvas provenientes de vinhas velhas, o que se nota bem. Não há muitos vinhos como este Gouvyas e os que há só existem no Douro. É um vinho que claramente pode marcar a tal diferenciação que o vinho português procura face aos outros. Sendo eu apreciador de vinho do Porto, e por isso tendencioso, continuo a achar, ao beber estes Douros, ou Douros com este perfil, que estou a provar um Porto, sem aguardente. E que se perdeu ali um belo vintage.

Fechámos a refeição com uma mousse de chocolate, que é uma das incondicionais sobremesas dos repastos da sociedade, acompanhada por um elegante vintage Quinta de La Rosa 2005. É um vinho de cor rubi, límpido no copo. No nariz tem um ataque ainda algo vinoso mas na boca mostrou-se já com a fruta – framboesa e amora – bastante arredondada. Apesar de estar pronto a beber, ganharia ainda mais em sofisticação e elegância se fosse bebido mais tarde. É sempre uma pena bebê-los novos, mas pena maior é não chegar a velho para os beber...

Politikos, artista amador convidado em versão enófilo-futebolística

Vinho: Casa Burmester Reserva 2005 (T)
Região: Douro
Produtor: Casa Burmester - Sogevinus
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Preço em hipermercado: 10,90 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Quinta de Pancas, Selecção do Enólogo 2004 (T)
Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Quinta de Pancas - Companhia das Quintas
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet
Preço em hipermercado: 4,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Gouvyas Vinhas Velhas 2004 (T)
Região: Douro
Produtor: Bago de Touriga
Grau alcoólico: 14,5%
Preço em hipermercado: 36,5 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Porto Quinta de La Rosa Vintage 2000
Região: Douro/Porto
Produtor: Quinta de La Rosa
Grau alcoólico: 20%
Nota (0 a 10): 7,5

Pondo a escrita em dia... (1)

No meu copo 253 - Veuve Roth, Riesling 2007; Château Sainte-Marie 2006


Com todo este atraso de provas acumuladas, continuamos a tentar pôr a escrita em dia. Os posts que vão aparecendo não reflectem uma ordem cronológica nem sequer a época do ano em que são publicados. Vamos tentar recuperar algum do tempo perdido, referindo as provas mais relevantes. A que se segue foi a propósito de mais uma incursão gastrónomo-etílico-futebolística dos Comensais Dionisíacos. O relato volta a ser do Politikos, que perante a preguiça dos nossos escribas resolveu avançar para a escrita... que nós publicamos.

Ainda com um certo espírito de “rentrée”, após o defeso de Verão, reuniu mais uma vez o núcleo duro dos Comensais Dionisíacos, composto pelos quatro convivas mais assíduos. Era para ter sido uma reunião plenária da sociedade que se iria bater com um javali, mas impossibilidades supervenientes de alguns dos membros, relativas já à nova época de caça, goraram o intento.

O pretexto foi, mais uma vez, um jogo de futebol, no caso da selecção nacional. Embora, neste particular, a opinião dos comensais divirja. É que há quem pense que o pretexto é o vinho, sendo os jogos mero contexto, ou seja, meras balizas temporais! Seja como for, enquanto no campo alinhavam 22 jogadores, em casa alinharam 6 néctares na equipa principal: dois brancos, três tintos e um Porto.

Para o aquecimento, embora bem refrescados que o tempo ainda se apresentava quente, apresentaram-se à liça dois brancos, já conhecidos de outros prélios. Um Veuve Roth, Riesling 2007, um branco suave, com a acidez certa, o que lhe confere aquela delicadeza típica dos brancos franceses e da casta. Embora não fosse a combinação certa, para espanto meu, aguentou-se bem a acompanhar umas lascas de presunto serrano com pão de Mafra com que se iniciaram as hostilidades...

Deveria seguir-se um Château Sainte-Marie 2006, outro gaulês, que resulta do feliz casamento entre as castas Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle. Proveniente da região demarcada de Entre-Deux-Mers, que deve o seu nome ao facto de estar encravada entre os rios Dordogne e Garonne, e integra a grande região de Bordéus, é um vinho fresco e frutado, cuja igualmente bem domada acidez deixa vir ao de cima o doce e o sabor inconfundíveis do moscatel. Ficou aprovadíssimo em prova anterior, revelando-se um excelente branco. Mais uma vez os brancos franceses a brilhar e a marcar pontos nas nossas preferências. Mas desta vez, para nosso azar, nem chegou a ir a jogo. Dois dos convivas deram-lhe um gole e concluíram que estava passado. Acontece! Antes disso, e para comparação, ainda foi distribuído pelos comensais umas lágrimas – o que sobejava do consumo da semana – de um branco da Região do Sado de seu nome Lisa, 100% moscatel graúdo, para se poder aferir a diferença entre dois vinhos com moscatel. A intenção era boa...

Não era, porém, por falta de jogadores que em casa não se jogava, pelo que fizemos alinhar de imediato os tintos que se haviam de bater à mesa com umas gravatinhas de porco, muito bem temperadas, acompanhadas de batata frita, transportadas de Benfica duma sucursal do famoso David da Buraca em versão mais moderna e requintada, que neste caso dá apenas pelo nome de David.
(continua)

Vinho: Veuve Roth, Riesling 2007 (B)
Região: Alsácia (França)
Produtor: Les Caves de La Route du Vin
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Riesling
Preço: 6,57 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Château Sante Marie 2006 (B)
Região: Entre-deux-mers - Borgonha (França)
Produtor: Château Sainte Marie
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Sauvignon (62%), Sémillon (29%), Muscadelle (9%)
Nota (0 a 10): 8,5

sábado, 14 de novembro de 2009

No meu copo 252 - Poeira 2004; Redoma 2003; Batuta 2004; Portal 30 anos

A propósito dum evento futebolístico, juntou-se o núcleo duro dos Comensais Dionisíacos na casa do Politikos, a jogar em casa nas duas vertentes. Para o evento reservámos umas compras especiais que tinham sido adquiridas em conjunto.

Tivemos perante nós uma plêiade de tintos do Douro de altíssimo nível que resolvemos guardar para ocasião propícia a fim de os desfrutar em confronto com uns bifes à minha moda. A dúvida estava em saber por qual começar. Assim sendo, resolvemos decantá-los com alguma antecedência, depois de os colocar à temperatura adequada, e servimos um pouco de cada para uma primeira aproximação ao modo como cada um iria evoluir.

Acabámos por optar, em primeiro lugar, pelo Poeira 2004, porque foi o que se mostrou desde logo com grande vivacidade. Uma exuberância de aromas frutados e uma estrutura a marcarem a prova, final longo e persistente, a madeira muito discreta e os taninos muito vivos, a conferirem complexidade ao conjunto, foram os traços marcantes deste vinho que já é uma marca de referência nos grandes tintos do Douro, e bem o justificou.

Ficámos então com um duo de tintos Niepoort para o resto da refeição. Depois de eu e o Politikos já termos tido contacto com o portefólio da Niepoort, no fantástico jantar Niepoort promovido pela Wine O’Clock no Jacinto, tínhamos agora a possibilidade de confrontar os vinhos que o integram com os de colheitas já com alguns anos, possivelmente menos marcados pela juventude dos da prova anterior e num patamar de evolução mais favorável à expressão das suas qualidades.

Começámos obviamente pelo Redoma 2003, o do nível intermédio, que acabou por se apresentar com um perfil semelhante ao de 2006, provado anteriormente. Alguma complexidade, macieza e estrutura média, ainda com uma certa frescura na boca. Estava num bom momento para consumir.

Finalmente o Batuta 2004, o topo de gama da casa, que se voltou a mostrar um vinho extraordinário, como já tinha acontecido no jantar da Wine O’Clock, onde se guindou ao primeiro lugar das nossas preferências. Aqui bastante mais domado que o anterior, num patamar de evolução mais tranquilo mas a prometer poder expressar ainda mais qualquer coisa. É um vinho ao mesmo tempo complexo e suave, distinto e elegante. O preço penaliza o consumo, mas esta prova abriu o apetite para voltarmos à carga. A Revista de Vinhos classificou-o, não há muito tempo, como um vinho a caminho da perfeição...

Para finalizar, mais uma surpresa da garrafeira do Politikos na área dos Portos: um 30 anos da Quinta do Portal. Não paro de me surpreender com as provas de vinho do Porto que tive oportunidade de fazer ultimamente, e depois do branco extra-seco de 1939, no jantar Niepoort, e do Lacrima Christi de 1908, no jantar de perdizes antes de férias, este conseguiu subir ainda mais alto e tocar os céus. É provavelmente o melhor vinho do Porto que já bebi. Para fim de noite não podia ter sido melhor. Se o Lacrima Christi foi sublime, este só pode ser celestial! É possivelmente o vinho perfeito.

Feliz noite esta em que tivemos a felicidade de degustar quatro vinhos extraordinários.

Ah, é verdade, também houve um jogo de futebol, que não acabou bem como se desejava. Mas quem se lembrou dele?

tuguinho, Kroniketas, Mancha e Politikos a jogar em casa

Vinho: Poeira 2004 (T)
Região: Douro
Produtor: Jorge Moreira
Grau alcoólico: 14,5%
Preço: 25,90 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Redoma 2003 (T)
Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinto Cão
Preço: 26,32 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Batuta 2004 (T)
Região: Douro
Produtor: Niepoort Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e outras
Preço: 57,50 €
Nota (0 a 10): 9,5

Vinho: Portal 30 anos
Região: Douro/Porto
Produtor: Quinta do Portal
Grau alcoólico: 20%
Nota (0 a 10): 10

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Encontro com o Vinho e com os Sabores 2009



Começou hoje no Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL, na Junqueira), mais uma edição do evento anual organizado pela Revista de Vinhos. Durante este fim-de-semana, como já é tradição, vamos lá.

Se tivermos vontade e pachorra (o que cada vez vai faltando mais), aqui daremos conta de algumas impressões relevantes.

tuguinho (em pré-reforma) e Kroniketas (quase a caminho), os diletantes cada vez mais preguiçosos

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Coisas do Vinho e coisas do vinho: a propósito de Colares



Mais de 3 meses depois do último post, devido a afazeres diversos que não têm permitido alimentar este blog com a frequência desejável, voltamos com uma opinião dum artista convidado, neste caso o nosso mui estimado Politikos do blog Polis&etc e membro do núcleo duro dos Comensais Dionisíacos.

Aqui fica o relato.

Nas coisas do vinho, como em tudo, há o muito bom e o muito mau. Habituei-me, porém, a ver no sector da comercialização, divulgação e promoção do vinho cada vez mais profissionalismo e até mesmo alguma excelência. Daí já estranhar a ausência de qualidade quando a vejo.

A revista Time Out, da semana de 21 a 27 de Outubro, apresentou um dossier temático sobre o vinho. Numa reportagem sobre o vinho de Colares, intitulada O mistério do vinho de Sintra, assinada por João Cepeda, com fotografias de Ana Luzia, discorreu-se sobre o vinho de Colares, entrevistando-se, entre outros, Vicente Paulo, o presidente da Adega Regional de Colares. A dado passo, diz Vicente Paulo: «a maior parte das pessoas não sabe mas pode visitar-nos». E, acrescenta a revista, «regras: marcar com um dia de antecedência e reunir um grupo com 15 pessoas no máximo. Custa cinco euros por pessoa». Perante isto, propus aos membros do núcleo duro dos Comensais Dionisíacos uma visita à Adega de Colares e prontifiquei-me a fazer os contactos e a acertar datas.

Começa aqui o calvário. Atiro-me ao Google e consigo sem dificuldade de maior o contacto telefónico da Adega Regional de Colares. Do outro lado, atende-me uma funcionária remansosa mas com um mínimo de diligência e simpatia. Explica-me que não há visitas guiadas, nem provas, mas que se lá formos podemos percorrer a Adega por nossa conta e visitar a loja. Digo-lhe que o que pretendíamos era uma visita com algum enquadramento, obter algumas explicações, visitar a Adega, a vinha, e fazer uma prova. Diz-me que são apenas dois funcionários e que isso não é possível mas que há uma empresa, a Coisas do Vinho, que organiza visitas, mas que não sabe mais pormenores. E dá-me o contacto da dita Coisas.

Ligo, então, para as Coisas do Vinho. Do outro lado, uma empregada cuja atitude eu qualificaria como sobranceira e algo snobe. Não foi malcriada, nem incorrecta, mas eu não queria a trabalhar comigo, nem a poria em nenhuma função de atendimento público que coordenasse. Falta-lhe em atitude, simpatia e acolhimento, o que lhe sobra em sobranceria, antipatia e rigidez. É daquelas pessoas que consegue inverter os termos da relação. Ou seja, em que o cliente se transforma em empregado e vice-versa. Diz-me a dita que sim, que organizam visitas mas que o mínimo são 15 pessoas. Disse-lhe que éramos 4, repetiu que o mínimo eram 15. Não me deu nenhuma explicação sobre as visitas e/ou sobre as provas. Falei-lhe na reportagem da Time Out. Disse que não conhecia. Falei-lhe no nome de Vicente Paulo, retorquiu-me que era o Eng.º Vicente Paulo, presidente da Adega. Fiquei a achar que aquele Eng.º soava a remoque. Se calhar, ela acha que a profissão e/ou a formação fazem parte do nome! Por último, mandou-me telefonar para a Adega quando expressamente lhe havia dito que já o tinha feito. Por insistência minha, mandou-me a tabela de provas de 2009, que recebi no mail.

Em resumo:

1.º A Adega Regional de Colares publicita, através de uma revista, visitas a €5, com 15 pessoas no máximo, quando o que parece haver são provas de €6 a €25 – sem IVA – com 15 pessoas no mínimo – o máximo deve ser o infinito!;

2.º A Adega Regional de Colares concessionou as provas – visitas não sei se há e a tabela não esclarece – à empresa Coisas do Vinho, mas nenhuma delas parece saber minimamente o que faz a outra, nem haver nenhum tipo de interligação entre elas; ao visitante/cliente é-lhe indiferente que seja a Adega ou as Coisas do Vinho a organizar as visitas/provas, quer é ligar para um número e obter a informação;

3.º A Adega Regional de Colares, com uma empregada que me parece de linha, ainda procurou responder com alguma diligência às minhas perguntas e acomodar a situação: disse-me que podia visitar a Adega e comprar vinho na loja; a Coisas do Vinho, com uma empregada aparentemente mais profissionalizada, funciona em código binário, 0 ou 1, ou há 15 pessoas ou não há prova; será que à Coisas do Vinho não ocorreu ficar com o meu contacto e quando reunisse mais 11 interessados, contactar-me?! Quantos não terão interesse em fazer esta prova e não farão por causa desta limitação?

Enfim, há, como se vê, ainda bastante caminho a percorrer nas coisas do vinho e mais ainda nas Coisas do Vinho… Bem pode quem planta, trata, colhe e fabrica o vinho de Colares fazer tudo bem... mas falhando esta última linha, falha tudo… O vinho de Colares pode ser excelente, diferente, singular e único, mas com esta promoção não vai longe...

Ficará para uma próxima, se calhar nunca, uma visita/prova às vinhas e aos vinhos produzidos em chão de areia de Colares…

Politikos, enófilo mais-que-amador, no caso chateado com Colares