quinta-feira, 27 de março de 2008

Krónikas do Alto Alentejo (XVII)

No meu copo, na minha mesa 171 - Arte Real 2004; Restaurante Solar do Forcado (Portalegre)




A visita ao Solar do Forcado esteve quase para não se realizar, por falta de tempo, e foi-me sugerido quase em cima da hora que não deixasse de lá ir. Depois de uma primeira tentativa ao almoço, onde o espaço estava completamente cheio, e duma outra ao jantar onde ainda havia pessoas de pé à espera, a última tentativa foi logo ao início da noite, pouco depois das 19 horas, não fosse o diabo tecê-las. Fui o primeiro a entrar no restaurante.

O espaço é pequeno mas agradável e aconchegado. Pelo que percebi, deve ser frequente irem lá grupos, que esgotam rapidamente a lotação. As paredes estão decoradas com imagens alusivas à tourada, ou não fosse o Solar do Forcado.

A sugestão de ementa também já ia anotada: espetada de toiro bravo. Muito boa carne, não demasiado passada como convém, acompanhada com batatas fritas e salada de tomate. Uma boa dose para uma pessoa. Claro que depois da espetada de novilho do Rolo Grill qualquer outra fica a perder, mas não deixou de ser uma boa escolha. Enquanto esperava fui-me entretendo com umas tiras de presunto que ajudaram a enganar o estômago.

Para sobremesa voltei a escolher um doce tradicional, o fidalgo, mais uma vez delicioso.

Para acompanhar, estando sozinho na ocasião, foi-me sugerida meia garrafa do vinho da casa, o Arte Real do Monte Seis Reis, em Estremoz. Até agora só tinha provado um vinho desta casa que não me tinha agradado por aí além, e resolvi experimentar este, que será a entrada de gama. Não se saiu mal. Não sendo excelente cumpriu bem a sua função, mostrando-se equilibrado, frutado quanto baste e suave na prova de boca, com aromas pouco exuberantes mas alguma predominância a fruto maduro, corpo médio e persistência igualmente média. Um vinho que para o dia-a-dia é capaz de não ser uma má escolha (tendo em conta o preço que custou a meia garrafa no restaurante, certamente custará menos de 4 € no comércio).

Não tendo sido uma refeição lauta, deixou uma boa impressão do restaurante. Serviço rápido e atencioso, que não deu para perceber como será com mais gente, mas cumpriu os requisitos de qualidade esperados. O preço também não pesou muito. É mais um para anotar na lista dos recomendáveis.

Kroniketas, enófilo itinerante

Vinho: Arte Real 2004 (T)
Região: Alentejo (Estremoz - Borba)
Produtor: Sociedade Agrícola Monte Seis Reis Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Preço no restaurante (garrafa de 37,5 cl): 2,90 €
Nota (0 a 10): 6,5

Restaurante: Solar do Forcado
Rua Cândido dos Reis, 14
Telef: 245.330.866
7300-129 Portalegre
Preço por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 4

quinta-feira, 20 de março de 2008

Krónikas do Alto Alentejo (XVI)

No meu copo, na minha mesa 170 - Terrenus 2005; Lima Mayer 2005; Restaurante Tomba Lobos (Pedra Basta - Portalegre)




Os últimos tempos em Portalegre foram aproveitados para voltar a lugares marcantes. Um deles foi o Tomba Lobos, um dos primeiros que visitei e também um dos últimos. Propriedade de José Júlio Vintém, que se tem afirmado no panorama gastronómico do Alentejo e já se tornou uma referência incontornável, este restaurante fica numa pequena localidade à saída de Portalegre em direcção ao Reguengo, de nome Pedra Basta, onde aliás fica localizada a Quinta do Centro, de Rui Reguinga e Richard Mayson, e que deu o nome precisamente ao vinho ali produzido.

O Tomba Lobos fica numa espécie de vivenda com um pequeno jardim cá fora e um parque de estacionamento, e permite a entrada pelo balcão ou directamente para a sala de refeições. Deve o seu nome aos lobos que em tempos idos assolavam a região, vindos de Espanha, e dizimavam as ovelhas e os porcos, o que obrigou os homens a organizarem-se para dar caça aos lobos. E ao mais valente apelidaram-no de “tomba lobos”, alcunha que calhou a José Júlio Vintém.

Das duas vezes que lá fui estava pouca gente (o tempo frio durante a semana também não ajudava) mas a refeição justificou o regresso. Na primeira visita comi uma canja de perdiz e um arroz de lebre. Melhor a primeira que o segundo, que talvez por ter repousado no tacho enquanto ainda fervia, acabou por secar, mas estava bastante saboroso.

Para sobremesa comeu-se torrão real, um doce de amêndoa bastante consistente, e bolema de maçã com gelado de baunilha, uma combinação bastante agradável e bem conseguida.

A segunda visita foi um pouco mais elaborada (éramos três pessoas) e as escolhas também: começámos com uma excelente perdiz de escabeche, seguindo-se gamo ao alhinho, muito tenro, suculento e saboroso (difícil parar de comer) e voltámos a terminar com o arroz de lebre, que voltou a secar depressa demais. O melhor da noite foi, indubitavelmente, o gamo ao alhinho, uma excelente revelação.

Para sobremesa tivemos uma mistura de pudim de queijo, bolo de chocolate e um fartes, também uma espécie de bolo com ovos e amêndoa.

O serviço deste restaurante é esmerado e atencioso, com o adicional de haver o aconselhamento dos clientes, tanto para os pratos como para os vinhos e as sobremesas, e nunca nos deixaram ficar mal. Mais um local a (re)visitar.

Quanto aos vinhos, foi aqui que tive o primeiro contacto (também aconselhado na casa) com o Terrenus 2005, produção individual de Rui Reguniga numa outra vinha que possui na serra de São Mamede. Nesta segunda visita voltei a ter a oportunidade única de voltar a provar este vinho. Uma boa revelação, tal como também aconteceu com o Casa de Alegrete. Um vinho bem encorpado mas também macio e muito aromático, elegante, equilibrado entre álcool, acidez e persistência. Os 13,5% certamente contribuem para esse perfil mais soft que a maioria dos muitos vinhos hiper-alcoólicos. Um vinho que promete altos voos.

Na segunda visita provou-se também outra garrafa, mais uma estreia com um vinho da região, o Lima Mayer 2005, das proximidades de Monforte. Este um pouco mais forte e mais dentro do muito que tenho apanhado por aí, mas sem se tornar agressivo nem cansativo. Aroma a frutos vermelhos, alguma especiaria, bastante encorpado e persistente, com os taninos bem domados e envolvidos numa acidez correcta. Pareceu-me, acima de tudo, aquilo que se poderia chamar um vinho honesto, que não pretende ser uma estrela mas que desempenha bem a sua função.

Kroniketas, enófilo itinerante

Vinho: Terrenus 2005 (T)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Rui Reguinga Enologia
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet
Preço no restaurante: 19,50 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Lima Mayer 2005 (T)
Região: Alentejo (Monforte - Portalegre)
Produtor: Lima Mayer
Grau alcoólico: 14%
Castas: Syrah, Aragonês, Petit Verdot, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet
Preço no restaurante: 18,50 €
Nota (0 a 10): 7

Restaurante: Tomba Lobos
Pedra Basta, Lote 16 - R/C
7300-529 Portalegre
Telef: 245.331.214
Preço médio por refeição: 30-35 €
Nota (0 a 5): 4,5

terça-feira, 18 de março de 2008

No meu copo 169 - Tenuta la Fuga, Brunello di Montalcino 2000

Este vinho foi comprado há cerca de um ano no Club del Gourmet do Corte Inglês, após uma prova de vinhos italianos apresentados por Vítor Siborro, da Semidivinus, importadora de vinhos italianos. Na altura pareceu-nos o mais bem conseguido e com potencial para aguentar algum tempo. Custou 42,50 € divididos por 3.

Agora resolvemos abrir a garrafa e não nos arrependemos. Nem de a abrir nem de a ter comprado. A dúvida era se devíamos esperar mais algum tempo, mas a ocasião mostrou-se assisada. Revelou-se um vinho muito longe dos vinhos italianos mais comuns, fáceis de beber mas sem grande encanto. Este apresentou-se bem encorpado, com um aroma ainda fechado e grande complexidade na prova de boca, os aromas frutados que porventura tivesse possuído já transformados em algo mais complexo, com algum fumo no fundo e na boca mostrou-se com estrutura e taninos mas redondo, a fazer lembrar algumas características da nossa Trincadeira, com um final prolongado e persistente. Mostrou ainda estar ali para durar mais uns bons anos, mas estava em plena forma para ser bebido.

Brunello di Montalcino é uma variante da casta Sangiovese cultivada na região da Toscana, a sul de Siena, com boa aptidão para o envelhecimento. Montalcino é precisamente o nome de uma localidade situada ao sul de Florença.

Foi uma boa experiência com um vinho de grande categoria, que valerá a pena repetir qualquer dia.

tuguinho e Kroniketas (com Politikos), enófilos e tudo

Vinho: Tenuta la Fuga, Brunello di Montalcino 2000 (T)
Região: Toscana (Itália)
Produtor: Tenuta la Fuga (Montalcino - Siena)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Brunello di Montalcino
Preço: 42,50 €
Nota (0 a 10): 9

sexta-feira, 14 de março de 2008

Top Blue Wine de 2007



No seu número de Março, a exemplo da Revista de Vinhos, a Blue Wine apresenta o seu top de vinhos de 2007. São 100 vinhos pontuados entre 17 e 19!

Deixamos aqui o pódio das várias regiões apresentadas na revista. Na imagem está a lista completa. Espero que a ampliação permita lê-la. À vossa.

Alentejo:
Incógnito 2004 - 18 pts - 47,50 €
Montes Claros Reserva 2004 - 18 pts - 5,20 €
Vinhas da Ira 2004 - 18 pts - 18,15 €

Bairrada e Beiras:
Quinta de Baixo Garrafeira 2004 - 18 pts - 18 €
Gravato 2004 -17,5 pts - 8,50 €
Termeão 2005 - 17,5 pts - 25 €

Dão:
Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2004 - 18 pts - 40 €
Quinta da Pellada 2005 - 18 pts - 21 €

Douro:
Pintas 2004 - 18,5 pts - 35 €
Poeira 2004 - 18,5 pts - 27 €

Estremadura:
Casal Figueira Vindima Tardia 2004 (branco) - 17,5 pts - 18 €
Chocapalha Reserva 2004 - 17 pts - 19 €
Quinta de Chocapalha 2006 (branco) - 16,5 pts - 8,20 €

Minho e Verdes:
Covela Escolha 2003 (tinto regional) - 17,5 pts - 12,50 €
Quinta do Ameal Escolha 2000 (verde branco) - 17 pts - 12 €
Soalheiro Alvarinho Primeiras Vinhas 2006 (verde branco) - 17 pts - 17 €
Soalheiro Alvarinho 2006 (verde branco) - 17 pts - 8,50 €

Ribatejo:
Fiúza Cabernet Sauvignon 2005 - 17 pts - 6,90 €
Fiúza Premium 2004 - 16,5 pts - 9 €

Madeira:
Blandy’s Bual 1920 - 19 pts - 267,80 €
Cossart Gordon Bual Vintage 1958 - 18 pts - 102,20 €

Palmela e Terras do Sado:
Soberana 2004 - 17,5 pts - 16 €
S de Soberanas 2004 - 17,5 pts - 30 €
Pasmados 2005 - 16,5 pts - 6,50 €

Setúbal:
JMF Moscatel Roxo Superior 1960 - 19 pts - disponível apenas em leilão

Vinho do Porto:
Dow’s Quinta da Senhora da Ribeira Vintage 2004 - 19 pts - 34 €
Croft Quinta da Roeda Vintage 2004 - 18,5 pts - 29,50 €
Taylor’s Vargellas Vinha Velha Vintage 2004 - 18,5 pts - 154 €


Kroniketas, enófilo documentado

quinta-feira, 13 de março de 2008

Votação de vinhos do Douro

Não sei se já alguém reparou, mas no blog João à mesa está aberta uma votação sobre o melhor vinho do Douro, entre quatro seleccionados pelo autor:

Quinta do Vale Meão, Pintas, Poeira e Barca Velha.

A escolha, obviamente, pode ser discutida, mas que são quatro dos mais badalados da região não há dúvida, pelo que, com toda a subjectividade que isto envolve, não deixa de ser interessante ir lá pôr o voto. Como está lá a indicação de que ainda há 292 dias para votar, presumo que a votação decorra até ao fim do ano.

Só para que fiquem a par da situação actual, neste momento há 15 votos expressos, sendo 9 para o Vale Meão (60%), 3 para o Barca Velha (20%), 2 para o Pintas (13%) e 1 para o Poeira (6%). O que têm os caros eno-bloguistas a dizer sobre isto? Surpresa? Ou talvez não? Para concordarem ou não, façam favor de ir lá fazer o vosso clique.

Kroniketas

segunda-feira, 10 de março de 2008

Krónikas do Alto Alentejo (XV)

No meu copo, na minha mesa 168 - Gloria Reynolds 2004; Vale Barqueiros Reserva 2005; Rolo Grelhados do Norte Alentejano (Cabeço de Vide)





Já na recta final da minha permanência por terras de Portalegre, tenho feito algumas incursões por fora. A primeira levou-me às termas de Cabeço de Vide, perto de Fronteira, cerca de 20 km para sul de Portalegre, ao encontro do restaurante Rolo Grill, que antes se localizava no coração da cidade, no local onde agora se situa o Cobre, que foi a minha primeira visita desde que aqui assentei arraiais. Usando um antigo edifício de servia de armazém à estação de comboios, o sr. Rolo estabeleceu aqui as novas instalações para o seu restaurante, onde dispõe duma enorme sala em que cabem as mesas, as prateleiras com vinhos a toda a volta da sala e, ao fundo da mesma, o grelhador onde o próprio dono cozinha os grelhados, a especialidade da casa.

Nesta primeira visita que fiz ao local, não escolhi vinhos nem ementa: o sr. Rolo tratou de sugerir o que se iria comer e beber. Para três pessoas, preparou uma lombeta de porco grelhada, uma espetada de novinho e um naco de novilho. Antes disso ainda nos fomos entretendo com algumas entradas quentes e frias num prato rotativo, que já davam para aconchegar os estômagos.

Mas quando chegaram os grelhados, ficámos esmagados pela qualidade. Comecei pela lombeta de porco, que estava tão tenra que quase se desfazia ao cortar. Passei para a espetada de novilho, que ao contrário do que acontece com a maioria das espetadas em que se apanha a carne seca e mais para o rijo, estava muito tenra e suculenta.

Terminei com o naco de novilho, mal passado como se impõe, tenro, delicioso. Fiquei a pensar que talvez tenha sido o melhor bocado de carne de novilho que já comi. Aliás, o mesmo se aplica aos anteriores. Não me lembro de ter encontrado pratos de carne tão boa em algum local. Memorável e talvez irrepetível.

Para sobremesas tivemos acesso a um buffet onde se podia escolher entre vários doces tradicionais, entre os quais leite-creme, encharcada e sericaia.

O serviço é altamente eficiente, se bem que tratava-se de uma noite chuvosa de semana e só duas mesas estavam ocupadas. Ficou por saber como será em ocasiões de maior afluência, mas para já a impressão foi a melhor. Em suma, uma refeição soberba e um restaurante que merece figurar, de caras, na galeria dos melhores do país. Nem que tenha de me deslocar de propósito quando já não estiver por cá, mas hei-de voltar.

Quanto aos vinhos sugeridos pelo sr. Rolo, fomos para duas estreias, ambas da região: um Gloria Reynolds 2004, um vinho bastante conceituado por estas bandas, e depois um Vale Barqueiros Reserva 2005. Gostei mais do primeiro que do segundo, embora nenhum me tenha enchido as medidas.

O Gloria Reynolds 2004 apresentou-se mais suave e equilibrado, com uma cor rubi carregada, algum frutado na boca no primeiro ataque evoluindo depois para alguma predominância a especiarias. Dando-lhe algum tempo começam a sobressair os taninos que conferem alguma consistência ao conjunto sem contudo imporem a sua presença em demasia. É um vinho que precisa de algum tempo para se mostrar, tornando-se mais persistente quando se procuram as segundas e terceiras impressões.

Já o Vale Barqueiros Reserva 2005, um lançamento mais recente da casa, pareceu ir atrás dos ditames da moda, sendo mais um daqueles vinhos em que tudo é álcool, fruta e taninos a abafarem tudo o resto. Talvez mais alguns anos de garrafa o amaciem, mas para já achei-o algo desequilibrado e cansativo. Aliás, os 15 graus de álcool não enganam, e se é preciso um bom trabalho de enologia para que um vinho destes se torne agradável de beber, parece-me que neste caso o resultado da batuta de Paulo Laureano não foi muito bem conseguido. Já aqui o disse por mais de uma vez, para mim a mania do excesso de álcool já deu o que tinha a dar e não contem comigo para suportar essa moda.

Kroniketas, enófilo viajante

Vinho: Gloria Reynolds 2004 (T)
Região: Alentejo (Arronches - Portalegre)
Produtor: Julian Cuellar Reynolds
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Vale Barqueiros Reserva 2005 (T)
Região: Alentejo (Alter do Chão - Portalegre)
Produtor: Sociedade Agrícola Vale de Barqueiros
Grau alcoólico: 15%
Castas: Trincadeira, Alicante Bouschet
Nota (0 a 10): 6

Restaurante: Rolo Grelhados do Norte Alentejano
Sítio da Estação - Cabeço de Vide
Telef: 245.638.030
Preço por refeição: 30 €
Nota (0 a 5): 5

quarta-feira, 5 de março de 2008

Os vinhos da festa 2007-2008 (5)

No meu copo 167 - Outros tintos




Últimos tintos provados durante as já longínquas festividades de Natal e Ano Novo. Tem demorado terminar o balanço, mas outros afazeres têm tirado o tempo e a disposição para escrever e compor estes posts, assim como as últimas visitas em Portalegre. Cá vai.

Conde de Vimioso Reserva 2000 - Um vinho da Falua, a empresa de João Portugal Ramos no Ribatejo, muito conceituado nos guias de vinhos. Pareceu-nos contudo em perda, com a cor ainda muito concentrada mas o corpo a esvair-se e os aromas a ficarem algo perdidos no copo. Talvez tenha passado tempo demais antes de ser bebido, mas pelo preço que custou esperava-se muito melhor. Nota: 7

Finca Flichman, Malbec 2003 - De cor rubi e suave de corpo, com aroma marcadamente frutado e final discreto mas com alguma persistência, pareceu-nos vinho que ainda estava ali para se aguentar por mais uns tempos. Uma boa surpresa de uma casta e de um país que deveríamos conhecer melhor. Nota: 7,5

Beaujolais 2004 - Um dos tipos de vinho emblemáticos de França, mas em que este exemplar se fica pela mediania. É preciso notar que se tratou de uma compra a baixo preço, pelo que poderá não se tratar do melhor representante do vinho em causa. Trata-se de um vinho jovem e aberto, com cor mais de clarete que de tinto, adequado para acompanhar queijo ou charcutaria e para beber ligeiramente fresco. Portou-se bem com as entradas da refeição. Sem grandes pretensões, pode ser um bom acompanhante se não se esperar dele mais do que pode dar. Nota: 6,5

Kroniketas, enófilo vagaroso

Vinho: Conde de Vimioso Reserva 2000 (T)
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Falua - Sociedade de Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 15,95 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Finca Flichman, Malbec 2003 (T)
Região: Mendoza (Argentina)
Produtor: Finca Flichman
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Malbec
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Beaujolais 2004 (T)
Região: Beaujolais (França)
Produtor: Pierre Chanau - Rhône
Grau alcoólico: 12%
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 6,5