quarta-feira, 27 de junho de 2007

No meu copo, na minha mesa 124 - Montevalle Reserva 2002; Casa de Santar 2003; Murganheira Branco Seco 2006; Restaurante A Petisqueira do Gould (Paço d'Arcos)



Continuando nos arredores da capital, aproveitámos uma folga para dar um saltinho a Paço d’Arcos. Indo pela Avenida Marginal em direcção a Cascais, sai-se na primeira saída para Paço d’Arcos, desembocando-se logo na Rua Costa Pinto, onde o nº 47 aloja o restaurante Os Arcos e alguns metros à frente, no nº 93, se encontra a Petisqueira do Gould. Na mesma zona, quase em frente, há a Casa Gallega e ainda um restaurante italiano e, num patamar mais abaixo, a Marítima e um restaurante asiático. Há muito por onde escolher.

Depois de espreitarmos à montra d’Os Arcos e da Petisqueira do Gould, ali a 100 metros um do outro, optámos por este último, ficando Os Arcos para próxima oportunidade. Franqueada a porta, encontrámos um espaço reduzido, quase intimista (a sala dispõe apenas de 30 lugares), onde somos conduzidos à mesa pelo anfitrião, o Sr. Amando Carvalho, dono daquele espaço.

Como entretém-de-boca apareceram na mesa umas tirinhas de presunto, pão de alho torrado e um creme à base de sapateira servido na própria concha.

Quando passamos à escolha dos pratos, a oferta, não sendo excessivamente extensa, é bastante variada, o que dificulta a escolha. Nos pratos do dia há arroz de garoupa com gambas, costeletinhas de borrego e posta mirandesa, entre outros. Como somos mais carnívoros, olhámos mais para o lado das carnes e chamou-nos a atenção a alheira de caça, o entrecôte grelhado e o tornedó, e ficámos ali a matutar no que escolher. Perante a nossa indecisão, o dono aproxima-se e sugere-nos a posta mirandesa, de carne certificada. Para fazer parelha acabámos por escolher o tornedó à portuguesa, frito em azeite e alho.

Os pratos foram apresentados num carrinho de servir e pedimos para dividir as doses em partes iguais, de modo partilhar os dois pratos. O dono acabou por servir-nos primeiro a posta mirandesa e guardou o tornedó na estufa. Obviamente, ambos mal passados.

A posta estava muito tenra, salpicada por um tempero original, em que se notaram algumas notas de canela e de ervas não identificadas pelos mastigantes. Quanto ao tornedó, extremamente suculento e tenro, de carne de Lafões, sobressaiu precisamente pela simplicidade da confecção, que permitiu que a qualidade da carne se exibisse sem peias.

E quanto ao vinho? A decisão tinha sido esta: almoçar num restaurante desconhecido e beber um vinho desconhecido. A carta era extensa, principalmente no Douro e ainda mais no Alentejo. Estávamos de olho num Gouvyas quando o dono nos sugeriu um Montevalle Reserva 2002, da empresa Bago de Touriga, de Luís Soares Duarte e João Roseira. Trata-se de um vinho feito com uvas de vinhas velhas cultivadas em Soutelo, no Cima Corgo, e São João de Lobrigos, no Baixo Corgo. Fermentado 100% em lagar e engarrafado após 24 meses de estágio em barricas usadas, é um vinho de produção limitada, que não é habitual ver no circuito comercial. Em conversa connosco ao longo da refeição, o dono disse-nos que tinha encomendado 80 caixas mas que só lhe vão chegando a pouco e pouco.

O vinho foi servido inicialmente num copo de prova, sendo o resto decantado sem que fosse necessário pedi-lo. Pedimos, sim, um frappé porque o vinho se apresentou com a temperatura um pouco elevada. Após uns 10 minutos com o decanter dentro do balde com gelo, o vinho ficou à temperatura adequada, podendo então ser devidamente apreciado, para o que foram oportunamente apresentados copos em forma de tulipa.

Fugindo um pouco ao habitual, este vinho não contém a quase omnipresente Touriga Nacional, ficando-se pelas habituais Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Apresenta uma cor com tonalidades violáceas, aroma frutado e a denotar alguma juventude. Na boca é medianamente encorpado e equilibrado, com uma acidez moderada e grau alcoólico não excessivo. Apesar dos 24 meses de estágio, a madeira não se sobrepõe no conjunto, deixando um fim de boca suave e fresco com um toque apimentado. Como a garrafa se esgotou, ainda tivemos que recorrer a meia garrafa do que houvesse disponível, e a escolha recaiu num Casa de Santar 2003, que se mostrou bem à altura do desafio. Há cerca de um ano tínhamos provado uma garrafa desta colheita, e devemos dizer que esta meia garrafa nos surpreendeu favoravelmente. Muito equilibrado, muito macio mas suficientemente encorpado e persistente para não ficar perdido nas sobras do vinho anterior.

Pelo meio, foram chegando mais uns reforços de pão torrado, batatas fritas às rodelas muito finas e os copos sempre preenchidos graças à extrema atenção do anfitrião, com quem fomos trocando algumas impressões acerca de outros vinhos, da origem das carnes e de outras sugestões que nos foi apresentando. Para finalizar, pedimos um delicioso e muito macio bolo de chocolate com gelado de nata, que rematou o repasto da melhor forma.

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A grande surpresa aconteceu apenas três dias depois. Há coisas que não se preparam antecipadamente, simplesmente acontecem porque calha. Encontrámo-nos nesse fim-de-semana a propósito dum evento cultural ali para os lados de São Domingos de Rana e, já cerca das 21 horas, com os estômagos meio vazios depois de termos enganado a fome com uns croquetes e rissóis, resolvemos ir petiscar qualquer coisa para fechar a noite. Tinha-se pensado num belo bife, mas dado o adiantado da hora achámos melhor ficar por uma coisa mais leve, pensando-se então no peixe. Como já dissemos, não somos grandes piscícolas, pelo que não é fácil escolher o que comer. A hipótese de ir para o peixe grelhado, sugerida pelo tuguinho, foi desde logo liminarmente rejeitada. Queria-se peixe, sim, mas qualquer coisa que soubesse bem. Estando ali pela zona, acabámos por voltar ao local do crime, e fomos outra vez parar a Paço d’Arcos. Toca a fazer a mesma volta do outro dia, e na montra d’Os Arcos os preços do peixe eram algo assustadores. Com alguma renitência do tuguinho, fomos outra vez bater à porta da Petisqueira!

Fomos outra vez magnificamente atendidos, voltando a trocar alguns dedos de conversa com o Sr. Amando Carvalho, aproveitando o facto de termos ficado noutro ponto da sala onde pontificam alguns recortes de jornais para nos inteirarmos da origem daquele espaço. Ficámos a saber que a Petisqueira surgiu depois da ourivesaria que a antecedeu ter sido assaltada e os proprietários despojados dos seus pertences. Para refazerem o negócio montaram um restaurante com um desenho interior que mereceu um prémio da Câmara Municipal de Oeiras.

Quase com as 10 horas da noite a bater, olhámos então, desta vez, para os peixes, e optámos pelos filetes de peixe-galo com arroz mariscado. Estavam soberbos, muito saborosos, assim como o arroz, malandrinho como convém. Desta vez rejeitámos as entradas e ficámos suficientemente preenchidos sem exagerar, que era o que se pretendia.

Para terminar, repetimos a sobremesa. Não havia opção que nos agradasse mais. Quanto ao vinho, voltámos a seguir a sugestão do Sr. Amando e escolhemos o Murganheira Branco Seco. Confirmou tudo o que se esperava: um vinho de grande elegância, com grande frescura na boca devido a uma acidez correcta e um grau alcoólico adequado (12%), que aumenta o prazer de beber sem nos pesar nem se tornar enjoativo, como muitos brancos fermentados em madeira e cheios de álcool que temos encontrado ultimamente. Este, sim, é mais ao nosso gosto. Frutado quanto baste, com alguma predominância floral que é proporcionada pela Malvasia Fina, uma casta que temos encontrado em brancos muito elegantes.

Quanto ao preço, tratando-se de duas refeições muito diferentes, o dispêndio também acabou por sê-lo. Na primeira pagámos 45 € por cada refeição, com uma garrafa de vinho a 26 € e ainda mais meia, enquanto na segunda, sem entradas, com apenas uma garrafa de vinho a 10 € e sem cafés, ficámo-nos por uns singelos 20 € por cabeça. Donde se conclui facilmente que é precisamente nas entradas e nos vinhos, mais que nos pratos, que se estabelece a diferença de preços. Mas não custa pagar o que pagámos da primeira vez quando se sai dum restaurante com o nível de satisfação que este nos proporcionou.

Perante este serviço de pratos e de vinhos irrepreensível, a qualidade da confecção e a atenção, afabilidade e simpatia do dono, só podemos considerar este restaurante como excelente. No final de duas visitas, prometemos voltar, não com três dias de intervalo, mas este local tornou-se visita obrigatória para nós. Não é preciso grandes poses para se atingir a excelência - apenas simpatia, competência e qualidade.

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

Vinho: Montevalle Reserva 2002 (T)
Região: Douro
Produtor: Bago de Touriga Vinhos Lda.
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço no restaurante: 26 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Casa de Santar 2003 (T) (garrafa de 375 ml)
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Murganheira Branco Seco 2006 (B)
Região: Távora-Varosa
Produtor: Sociedade Agrícola e Comercial do Varosa
Grau alcoólico: 12%
Castas: Malvasia Fina, Cerceal, Gouveio Real
Preço no restaurante: 10 €
Nota (0 a 10): 8

Restaurante: A Petisqueira do Gould
Rua Costa Pinto, 93
2770-213 Paço de Arcos
Tel: 21.443.33.76
Preço médio por refeição: 35 €
Nota (0 a 5): 5

Coisas

O respeito pelos pais é muito bonito! Por isso aqui evocamos uma efeméride que se comemora aqui no blog ao lado, o nosso papá Kronikas Tugas. Dizem que já publicaram mil posts! Não sei se será de acreditar, mas podem ler o que foi escrito aqui.

tuguinho e Kroniketas, enófilos bem comportados

domingo, 24 de junho de 2007

No meu copo, na minha mesa 123 - Muxagat 2003; Restaurante O Nobre (Montijo)



Uma ida à “outra margem” para ver um espectáculo musical levou as Krónikas Viníkolas a passar junto a este famoso restaurante, que visitámos há 8 anos ainda na Ajuda, em Lisboa. Desde logo ficou a vontade de redescobrir este espaço com tradição na gastronomia, junto à Praça de Toiros do Montijo. E uma bela noite lá fomos pela ponte Vasco da Gama a caminho do novo Nobre.

O novo espaço é amplo e arejado, com um grande parque de estacionamento logo à chegada e entrada para uma sala enorme. As mesas estão dispostas de modo a haver um generoso espaço de circulação, e mesmo assim tem capacidade para uma boa centena de pessoas.

A recepção aos clientes é atenciosa e desde logo somos confrontados com algumas entradas na mesa, ao que se segue uma enorme ementa de entradas, especialidades, peixes, carnes, etc. O difícil é escolher.

Escolhemos um folhado de caça brava e uma costeleta de vitela à mirandesa. Mas antes experimentámos a já famosa sopa de santola, que veio dentro da concha da própria santola e se revelou bastante saborosa.

O folhado vinha acompanhado de alface com umas rodelinhas de maçã, para refrescar o folhado, embora qualquer acompanhamento mais sólido não fizesse mal nenhum. A costeleta trouxe um acompanhamento mais habitual, batatas fritas e brócolos cozidos, regada com azeite. Ambos estavam bastante saborosos e, a meio do folhado, já começávamos a ficar atestados.

Para sobremesa ainda tivemos coragem para avançar para uma sopa dourada, que veio servida num enorme  prato polvilhado à volta com açúcar em pó e canela. Uma delícia que já foi difícil derrotar, mas aguentámos estoicamente o desafio até ao fim.

Para os líquidos a oferta também era enorme. Surpreendentemente, para o nível do restaurante, os preços praticados não são obscenos, conseguindo-se escolher vinhos na casa dos 20 €, e foi precisamente um desses que escolhemos. Uma novidade: Muxagat 2003, produzido por Mateus Nicolau de Almeida, filho de João Nicolau de Almeida (enólogo e administrador da Ramos Pinto) e neto de Fernando Nicolau de Almeida, o criador do Barca Velha. Portanto, a 3ª geração também já voa sozinha e já tem o seu próprio vinho, que deve o seu nome ao local onde se situa a vinha, próximo da localidade de Muxagata, a poucos quilómetros de Vila Nova de Foz Côa. Bem no coração do Douro Superior, portanto, ali nas vizinhanças da Quinta da Ervamoira (já visitada por nós o ano passado), da Quinta da Leda, da Quinta do Vale Meão, berços de alguns dos melhores vinhos da região... e do país.

E que dizer deste Muxagat? Para começar, pouca informação no contra-rótulo, o que não nos permite saber quais são as castas utilizadas. Presumivelmente lá estarão a Touriga Nacional, a Tinta Roriz, a Tinta Barroca, a Touriga Franca ou o Tinto Cão. Fazendo fé na informação indicada neste post do Vinho da Casa, destas só a Tinta Barroca não está lá.

Na cor é bastante concentrado, a puxar para o retinto, no aroma apresenta sugestões de frutos vermelhos maduros. Na prova é bem encorpado, com um ligeiro toque apimentado, uma acidez correcta bem casada com a madeira, que não se sobrepõe a um conjunto equilibrado com final persistente. Para esse equilíbrio contribui também o grau alcoólico moderado, “apenas” 13%, o que é raro nos tempos que correm, principalmente no Douro, mas que talvez revele uma nova tendência para voltarmos a graus alcoólicos “normais”, o que seria bastante agradável. Em suma, um vinho simpático por um preço teoricamente acessível.

Resta acrescentar que esta era a única garrafa existente no restaurante e, segundo o chefe de sala, é um vinho pouco solicitado, que só é pedido por conhecedores. Imaginem... Esta calhou-nos bem.

Quanto ao restaurante, já íamos preparados para abrir os cordões à bolsa, recordando a despesa de há 8 anos. Logo o preço dos pratos ameaçava fazer subir a parada. Depois, o preço do vinho acabou por equilibrar a coisa. No final, duas refeições por 91 euros. Mas pela qualidade do serviço e da confecção, vale a pena lá ir. Não é todos os anos, mas de vez em quando sabe bem fazer uma pequena extravagância destas. Até porque nos ficou a luzir no olho uma perdiz à transmontana que estava na ementa...

tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos

Vinho: Muxagat 2003 (T)
Região: Douro
Produtor: Muxagat Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço no restaurante: 19,50 €
Nota (0 a 10): 7

Restaurante: O Nobre
Avenida de Olivença
2870 Montijo
Preço médio por refeição: 45/50 €
Nota (0 a 5): 5


PS - Actualização de informação: este espaço entretanto fechou e o casal Nobre abriu um novo espaço em Lisboa, junto ao Campo Pequeno, chamado Spazio Buondi.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

No meu copo 122 - Hexagon 2003

O fascínio por este vinho vem desde o 1º encontro de eno-blogs, realizado em Janeiro na York House. Na altura, para mim foi a grande surpresa da noite.

Um dia destes, numa visita à Makro deparámo-nos com este à venda, tendo sido adquirida uma singela garrafa para dividir por dois. E não perdemos muito tempo a bebê-la. Fizemo-lo a acompanhar umas costeletas de novilho grelhadas.

É curiosa a referência ao nome do vinho no contra-rótulo: os seis lados do hexágono relacionados com seis castas e seis gerações da família José Maria da Fonseca, onde agora predomina como enólogo Domingos Soares Franco. “Hexagon é a procura da excelência que tem marcado a minha geração e a minha família ao longo dos tempos”, diz Soares Franco. E com este vinho conseguiu atingi-la.

Não decantámos o vinho, mas ele merecia. Fomo-lo degustando calmamente e ao longo de uma hora desenvolveu aromas fantásticos, apresentando um fim de boca que nunca mais acaba. Um vinho que nos enche a boca e que apetece ficar ali a saborear por tempo indeterminado. Taninos bem firmes mas redondos, madeira bem integrada num conjunto de grande complexidade de aromas e sabores. É o topo de gama da José Maria da Fonseca, e está lá muito bem.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Hexagon 2003 (T)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Tinto Cão, Trincadeira, Tannat
Preço em hipermercado: 33,04 €
Nota (0 a 10): 9

terça-feira, 19 de junho de 2007

No meu copo 121 - Reguengos Reserva: 1999, 2000, 2001



Terminamos esta ronda por terras do Alentejo voltando a Reguengos de Monsaraz e à Carmim para falar do Reserva, que acompanhamos há muitos anos e que tínhamos em stock desde Janeiro de 2004. Quando provámos a colheita de 1999 fomos logo a seguir comprar umas quantas garrafas, que ficaram esquecidas até há pouco tempo, quando achámos que era tempo de fazer uma rotação de stock porque o tempo útil de consumo já tinha sido ultrapassado.

A verdade é que o vinho se mostrou ainda em forma. Nas colheitas que saem para o mercado é um vinho de cor granada e bastante encorpado, com a madeira bem marcada mas sem ser em excesso, resultado dos cerca de 4 anos de estágio a que é submetido.

Apresenta normalmente um fim de boca prolongado, taninos bem presentes mas redondos. A curiosidade aqui era ver como se comportavam estas três colheitas. A de 1999 mostrou-se ainda em boa forma, sem mostrar sinais claros de declínio, podendo beber-se desde logo e aguentando mesmo uma garrafa aberta até ao dia seguinte sem afectar a frescura do vinho. Não deixando de ser uma surpresa, dado ser um vinho alentejano já com quase 8 anos, a verdade é que fez jus à apreciação que mereceu no final de 2003 e que nos levou a apostar nele para guardar durante uns anos.

Já a colheita de 2000 apresentou-se muito mais fechada, com um aroma inicial com algum mofo, que tornou necessário decantá-lo para o deixar respirar e limpar mais os aromas. Ao fim de uma hora a evolução era evidente, desenvolvendo aromas a passas e especiarias e mostrando um fim de boca cada vez mais persistente.

O da colheita de 2001 tinha um problema: a garrafa tinha vertido algumas gotas e receávamos que estivesse passado. Depois de retirada a rolha que, apesar de ter vertido, estava em bom estado, ao cheirar o vinho perpassou pelas nossas mentes a lembrança do vinho do Porto, o que não era bom presságio. Verteu-se um pouco para o copo. A cor, granada profunda como já referido, não denotava a evolução que o odor deixava prever e, quando o provámos, o sabor era óptimo, a especiarias e madeira bem casada, os taninos redondos mas vincados e um fim de boca suave e de média duração. Aliás, cheirado no copo, o vinho do Porto não estava lá, apenas um aroma também discreto e complexo, a mostrar a boa saúde do vinho.

Não sendo nenhuma das colheitas mais recentes e não tendo a vivacidade que aquelas normalmente apresentam, estas três demonstraram, ainda assim, que este Reserva pode ser guardado algum tempo sem nos pregar uma partida e é uma excelente aposta para acompanhar pratos de carne alentejanos tradicionais, daqueles bem fortes e consistentes que pedem um vinho robusto sem ser agressivo. Tem também a vantagem de apresentar um preço bastante convidativo, podendo actualmente comprar-se a menos de 4 €. Em 2000 chegou a comprar-se a 1125$. Recentemente, uma promoção no Pingo Doce apresentava 6 garrafas ao preço de 5, o que resultava em 3,325 € por garrafa, que é um excelente preço para o vinho em questão.

Nota: este vinho usa as uvas do mesmo lote que, depois de devidamente seleccionadas, servem para fazer o topo de gama da casa, o Garrafeira dos Sócios.

tuguinho e Kroniketas, enófilos esforçado e esclarecido (respectivamente)

Vinho: Reguengos Reserva 1999 (T)
Grau alcoólico: 13%

Vinho: Reguengos Reserva 2000 (T)
Grau alcoólico: 13,5%

Vinho: Reguengos Reserva 2001 (T)
Grau alcoólico: 14%

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Castas: Aragonês, Trincadeira, Castelão, Moreto
Preço em feira de vinhos: 3,78 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Prova à Quinta - O oitavo



Montebérin, Lambrusco di Modena Rosato


Este desafio proposto pelo Copo de 3 foi o mais difícil para mim até agora, simplesmente porque sardinhas fazem parte do meu cardápio uma ou duas vezes por ano, no máximo, e com alguma relutância.

Curiosamente, calhou no passado fim-de-semana prolongado estar no Algarve num encontro de amigos que se realiza todos os anos por esta altura, aproveitando um dos feriados, e um dos almoços acaba sempre por ser uma sardinhada. Então lá faço um pouco de sacrifício para comer 3 ou 4 sardinhas bem disfarçadas por muita salada de tomate.

E qual foi o vinho usado para a prova? No meio de algumas cervejas e dum verde sem rótulo que por lá apareceu, socorri-me de um rosé italiano que comprei na feira de vinhos do Jumbo em 2006: leve, aberto, aromático quanto baste, ligeiramente frisante, com grau alcoólico muito baixo e muita frescura, um vinho de verão que se mostrou adequado para a época e até ligou muito bem com as sardinhas, de tal forma que o conteúdo da garrafa desapareceu rapidamente. Curiosamente foram as senhoras presentes que mais depressa o consumiram, enquanto alguns dos homens se mantiveram na cerveja até ao fim.

E pronto, assim cumpri a dupla função duma só vez: comi a minha sardinhada anual e arranjei um vinho para esta Prova à Quinta. Só não cumpri um dos requisitos do desafio, que era não ser um vinho de entrada de gama. Tenho muita pena, mas foi o que se pôde arranjar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Monteberín, Lambrusco di Modena (frisante) (R)
Região: Emilia Romagna (Itália)
Produtor: Monteberín - Modena
Grau alcoólico: 9%
Preço em feira de vinhos: 1,99 €
Nota (0 a 10): 7

terça-feira, 12 de junho de 2007

No meu copo 120 - Herdade Penedo Gordo: branco 2006, tinto 2005

Uma cerimónia religiosa seguida do tradicional almoço trouxe-me ao copo dois vinhos alentejanos cuja existência eu desconhecia. Para localizar a sua origem tive que fazer uma pesquisa de modo a localizar Orada no código postal 7150. Resultado: concelho de Borba. E lá provámos o branco e o tinto da Herdade do Penedo Gordo.

O branco de 2006 foi bebido com o prato de peixe, um arroz de marisco com tamboril, ou arroz de tamboril com marisco... Como me acontece quase sempre com os brancos alentejanos, não me agradou. É rústico, pouco aromático, falta-lhe elegância, como (se calhar, digo eu...) a 99% dos brancos alentejanos. Não deixa memórias.

Quanto ao tinto de 2005, a acompanhar lombinhos de porco com castanhas, embora bem mais bebível, também não trouxe nada de novo. Mostrou um carácter predominantemente frutado, tanto no nariz como na boca, embora tivesse evoluído, ao fim de algum tempo, para um fim de boca mais prolongado e marcado por especiarias. Só que... no meio de tantos, ficou-me a sensação de ser apenas mais um para engrossar a interminável lista de novos produtores, mas que dificilmente marcará alguma diferença. Até porque no panorama actual não é fácil.

Não faço ideia do preço destes vinhos, mas pelo seu perfil calculo que andem pelos 4 ou 5 euros. Posicionam-se, certamente, na gama média ou média-baixa. A verdade é que uma semana depois já não me lembrava do nome. Se não fossem as fotos tinham passado rapidamente ao esquecimento.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Borba)
Produtor: António M. Esteves Monteiro

Vinho: Herdade Penedo Gordo 2006 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Antão Vaz, Roupeiro
Preço: desconhecido
Nota (0 a 10): 5

Vinho: Herdade Penedo Gordo 2005 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bouschet, Touriga Nacional
Preço: desconhecido
Nota (0 a 10): 6

sexta-feira, 8 de junho de 2007

No meu copo 119 - CARMIM, Aragonês e Trincadeira 1999

Nos primeiros tempos das Krónikas Viníkolas apreciámos aqui dois varietais da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM), o Bastardo e o Cabernet Sauvignon de 2000, que estiveram em grande e, se calhar, pela última vez, pois foram as últimas colheitas que vi à venda. O tempo passa sem darmos por ele e agora verifico que já passou quase um ano e meio e desde aí nunca mais tinha provado nenhum destes varietais da Carmim, apesar de ter sempre alguns na garrafeira. Agora resolvi ir buscar os outros dois, que se mantêm no mercado. O Aragonês e o Trincadeira já foram lançados há uns 6 ou 7 anos, e tive oportunidade de conhecer todas as colheitas iniciais, ainda com um rótulo claro em vez do actual preto.

Desde sempre foram vinhos que se pautaram por uma grande dose de adstringência, puxando bem pelas características mais fortes de cada uma das castas - contrariamente ao que acontece, por exemplo, nos varietais do Esporão, ali vizinho, que são muito mais macios. Curioso é também verificar que aqui, na Carmim, o Trincadeira é tão ou mais pujante que o Aragonês, enquanto no Esporão há uma diferença significativa entre as duas, com a Trincadeira muito mais amaciada e a dar vinhos cheios e envolventes, ficando para o Aragonês as despesas dos vinhos mais robustos e taninosos.

Estas duas garrafas foram consumidas com uma boa perna de borrego no forno e revelaram-se, como não podia deixar de ser, perfeitamente adequadas para este prato tão típico do Alentejo. Claro que já não tinham a frescura de quando foram comprados (já residiam na garrafeira desde 2002) mas depois de respirarem um pouco ficaram mais limpos de aromas. Perderam um pouco daquela vivacidade que os caracteriza, como é normal, mas ficaram bem mais macios, sem perder um fundo muito marcado a especiarias, que é habitual nestes varietais.

Mais tempo na garrafeira não lhes ia trazer nada de bom, e felizmente ainda fui buscá-los bem bebíveis, mas... provavelmente não seria por muito mais tempo. Quem os tiver, não os guarde mais de dois ou três anos. Já foram vinhos caros (quando foram lançados cheguei a comprá-los por mais de 2000$ a garrafa), mas depois entraram na normalidade e agora conseguem-se comprar por cerca de 4 €, o que é um excelente preço para a qualidade que costumam ter. Fazem parte das nossas escolhas permanentes.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz

Vinho: Aragonês 1999 (T)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Aragonês
Preço em feira de vinhos: 4,15 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Trincadeira 1999 (T)
Grau alcoólico: 14%
Casta: Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 3,88 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 6 de junho de 2007

No meu copo, na minha mesa 118 - Alandra; Restaurante Tia Rosa (Melides)



Foi há 12 anos que conheci este restaurante, após uma estada no parque de campismo da Praia da Galé, próximo de Melides. Era recomendado pelo pato no forno. Passados 12 anos, voltei lá com o mesmo casal com que tinha estado da outra vez, mas agora acompanhados de mais 3 crianças que naquela altura. E voltámos ao pato.

O restaurante fica mesmo junto à estrada. Para quem apanha o ferry-boat para Tróia em Setúbal, depois de passar pela Comporta vira-se em direcção a Melides e depois de passar Pinheiro da Cruz e alguns parques, encontra-se o Tia Rosa à esquerda. Tem duas salas contíguas, uma mais iluminada que a outra, sendo que esta se torna algo escura se ficarmos longe da janela. Se bem me lembro, há 12 anos só existia a primeira sala, pelo que deve ter havido ampliação do espaço.

O pato assado no forno, primeira opção da ementa, vem cortado em metades, acompanhado de batatinhas assadas e rodelas de laranja. O molho é que se torna um pouco gorduroso demais, pelo que é preferível evitá-lo. Mas a melhor parte é o arroz de miúdos que vem à parte, que também passa pelo forno.Uma verdadeira delícia. Vale a pena lá ir pelo pato.

Para acompanhar pedimos um Alandra, o mais baixo da gama da Herdade do Esporão. Logo à entrada há umas estantes com várias garrafas em exposição, onde estão os varietais do Esporão, vários outros vinhos alentejanos e, claro, o Pinheiro da Cruz (que fica logo ali ao lado), embora na ementa só constem meia-dúzia de referências, e escolhemos a mais barata, a 4,5 €. Curiosamente, em cima das mesas já estavam garrafas de Conventual, ao preço de 7,5 €, mas rejeitámos essa opção por ser um vinho que não nos convence.

O Alandra continua a ser um vinho simples mas que se bebe com agrado. Aconselha-se até que seja ligeiramente refrescado, o que não era o caso, mas não deixa de ser uma aposta simpática. De cor rubi brilhante, ligeiramente frutado, aberto, leve, macio, ainda assim com um final de boca agradável. Sem grandes pretensões, bom quanto baste e barato, para o dia-a-dia.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Alandra (T) - sem data de colheita
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Herdade do Esporão
Grau alcoólico: 13%
Castas: Moreto, Castelão
Preço em feira de vinhos: 1,72 €
Nota (0 a 10): 6

Restaurante: Tia Rosa
Estrada Nacional 261 - Fontainhas do Mar
7560-661 Melides
Tel: 269.907.144
Preço médio por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 4

terça-feira, 5 de junho de 2007

Por detrás do Moita

Este blog não é o ideal do que todos os outros deviam fazer. Não, o ideal são as opiniões do José Moita a propósito das sugestões que fizémos. As nossas opiniões só nos vinculam a nós próprios, e valem o que valem. Assim como as suas acerca dos 4 ou 5 blogs mais reputados, presumo que reputados por si. Ainda bem que a nossa escala lhe dá vontade de rir; assim sempre se diverte um bocadinho. Se bem que ficamos sempre com a sensação de que quem se ri por tudo e por nada não passa de um pateta alegre...

Sabe, como não temos a mania que somos sabichões nem que somos os maiores, nem andamos aqui armados em cagões, às vezes podemos cometer gaffes naquilo que escrevemos, como referir “sabores” quando queríamos referir “aromas”. Ainda bem que não referimos “cheiros”, senão lá vinha o Moita passar-nos o devido correctivo. Somos apenas amadores/amantes do vinho, não somos enólogos, nem produtores, nem viticultores, nem provadores, nem redactores da Revista de Vinhos ou de outra qualquer, apenas consumidores. Como tal, temos o direito a errar e até a dizer baboseiras se nos apetecer. Só não aceitamos lições de quem faz afirmações gratuitas sem nos provar a razão daquilo que diz. E você, é o quê?

Mas é pena que não conheça sabores terciários, sabe, porque já me aconteceu, no mesmo vinho, ao fim de uma hora encontrar sabores (e não só aromas) que não encontrava no início. Deveria chamar-lhes quaternários? O Prof. Virgílio Loureiro, com quem fiz um curso de prova, talvez lhe conseguisse explicar isso. Mas já agora, você que se acha tão importante e sabedor e se arroga o direito de dar lições aos outros, explique-nos lá (se for capaz) porque é que a escala de 0 a 10 lhe dá vontade de rir. E já agora, a escala de 1 a 5 rolhas, usada pelo blog “Vinho a copo”, também dá vontade de rir? Sabe quem é o João Paulo Martins? Sabia que ele começou a fazer os seus guias de vinhos numa escala de 1 a 8? Há algum manual do bloguista, escrito por algum guru, onde se imponham normas para fazer uma apreciação do vinho numa escala numérica obrigatória? E se há, foi você que o escreveu? Porque se não apresentar razões válidas para a nossa escala lhe dar vontade de rir, nós é que teremos motivos para rir das suas pseudo-lições.

Quanto aos vinhos modernos que provamos ou deixamos de provar, isso é problema nosso. Ou será que também há um manual escrito por si dos vinhos que é obrigatório provar? E do dinheiro que é preciso gastar em cada um? Temos de provar todos os mesmos vinhos, e gastar 30 euros por garrafa? Para provar todas as novidades há a Revista de Vinhos. E quem lhe disse que queremos ser iguais aos outros blogs ou aproximar-nos de quem quer que seja? Isso também é uma norma escrita por si? Vinhos modernos e a sair para o mercado? Vinhos muito frutados, cheios de álcool e que sabem todos ao mesmo? É isso que define um bom blog ou um bom apreciador de vinhos? É ir na carneirada e alinhar nos ditames da moda e usar a escala de 0 a 20? Já agora, fique a saber que não andamos aqui a escrever para agradar ou fazer favores a quem quer que seja, porque não pertencemos a lobbies nem interesses instalados. Se é isso que lhe interessa, veio bater à porta errada. E experimente provar um Bairrada dos anos 80, pode ser que descubra alguma coisa que escapa à sua suprema sapiência.

Se acha que a nossa escala dá vontade de rir, os seus comentários são patéticos. Lança aqui meia-dúzia de atoardas sem qualquer sustentação e sem justificar aquilo que diz. E olhe, se não percebe o sentido daquilo que escrevemos e aproveita partes de frases para fazer citações fora do contexto e com elas tentar ser engraçadinho, sugerimos-lhe que tenha umas aulas de português para ver se aprende a interpretar textos antes de nos vir dar lições sobre a roda dos aromas.

PS: E continuamos à espera do vinho com cheiro a cão molhado. Está na roda dos aromas.

tuguinho e Kroniketas, enófilos desalinhados

domingo, 3 de junho de 2007

No meu copo 117 - Tinto da Talha 2004

Já aqui falámos do Tinto da Talha Grande Escolha, o topo de gama da Roquevale, e agora temos o Tinto da Talha normal, que fica no meio da gama. É um vinho com uma bela cor brilhante entre rubi e granada, encorpado e macio, sem grande adstringência, com algum frutado e final médio, que se bebe com agrado.
Denotando ainda alguma juventude, é adequado seguramente para pratos regionais do Alentejo mas não demasiadamente temperados. O preço é bastante simpático pelo que temos aqui mais uma boa escolha para o dia-a-dia, um vinho bom e barato para quem quer comprar... barato.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Tinto da Talha 2004 (T)
Região: Alentejo (Redondo)
Produtor: Roquevale
Grau alcoólico: 13%
Castas: Castelão, Trincadeira
Preço em feira de vinhos: 2,59 €
Nota (0 a 10): 7

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Um punhado de sugestões

Caríssimos comparsas, nos últimos tempos tenho pensado no intercâmbio de informação que aqui fazemos e como poderíamos melhorá-lo, com proveito para todos. Assim, deixo aqui algumas sugestões para utilizarem nos vossos blogs, se quiserem, claro:

- Indicar a região a que pertence o vinho provado. Às vezes só pelo nome não vamos lá.
- Indicar o preço a que o vinho foi adquirido. Essa indicação pode ser importante para percebermos em que patamar o vinho se situa.
- Indicar, se possível, locais onde o vinho pode ser adquirido. Aqui nas KV indicamos sempre o preço de super ou hipermercado, mas há vinhos que não se vêem nos supermercados, só em garrafeiras. Isso pode fazer toda a diferença em termos de facilidade de aquisição do vinho... e em termos de preço.
- Na Prova à Quinta, o autor do blog onde o desafio for lançado fazer o balanço das provas apresentadas, nos comentários ou num post autónomo, como nós fizemos no último desafio.
- Quando o tempo e a disponibilidade o permitir, na Prova à Quinta pode-se sempre apresentar mais que um vinho, onde o próprio autor da prova apresenta as comparações entre os vinhos provados, como fizemos nas últimas três provas.
- Sempre que encontrarem noutro blog um vinho que já foi objecto de prova no vosso próprio blog, fazer menção dessa prova nos comentários do outro blog, indicando onde a mesma pode ser lida. Depois disso, o autor da nova prova poderia também pôr um post scriptum no final do post a indicar precisamente o outro blog onde a prova anterior pode ser encontrada. Como certamente concordarão, não é fácil a cada um de nós, sempre que coloca uma prova, ir à procura de outra prova nos outros blogs, sem fazer ideia de onde poderá existir. É bem mais fácil quem já a fez dar essa indicação.

São só algumas ideias que penso que ajudariam a agilizar a troca de informação. Agora cabe-vos a vocês fazer uso delas ou não.

Saudações enófilas.

Kroniketas, enófilo esclarecido