segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

No meu copo 576 - Casa da Ínsua tinto 2012

Um tinto típico do Dão: elegante, suave e macio.

Não sendo extraordinário nem nada de surpreendente, é contudo um vinho que se bebe com agrado e com facilidade, não deixando mal vistos os tintos da região. É um daqueles Dão mais à antiga, livre dos excessos de fruta, de extracção e de madeira. Mesmo os 14% de álcool estão bem integrados e não tornam o conjunto agressivo nem cansativo.

Apresenta-se de cor rubi, com notas de fruta madura e algum floral. Na boca é estruturado mas macio, com boa estrutura mas redondo, com final elegante e persistente.

Apresenta uma boa relação qualidade-preço, portanto é um produto que, sem deslumbrar, pode agradar a um leque alargado de consumidores. A não ser que queiram uma daquelas bombas que estavam na moda há 10 anos: se for esse o caso, podem esquecê-lo.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Casa da Ínsua 2012 (T)
Região: Dão
Produtor: Empreendimentos Turísticos Montebelo
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz
Preço: 7,20 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

No meu copo 575 - Deu La Deu, Alvarinho 2014

Este é um clássico dos vinhos verdes e em particular nos Alvarinhos: um Alvarinho barato, acessível e fácil de beber. Não está ao nível dos grandes Alvarinhos da região, como é óbvio, mas é uma belíssima opção para provar um Alvarinho pagando pouco.

Apresenta aromas citrinos e tropicais, é acídulo e fresco na prova de boca, com final vivo e persistente. Tem oscilações, com anos melhores e outros menos bons, mas mantém sempre um nível de qualidade consistente e bastante satisfatório.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Deu La Deu, Alvarinho 2014 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Adega Cooperativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 4,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 8 de janeiro de 2017

No meu copo 574 - Domaine Félix branco 2014; Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015

Revisitamos dois produtores estrangeiros, que curiosamente também tínhamos visitado em conjunto na prova anterior: um francês, da Borgonha, e outro neozelandês, de Marlborough.

Começamos com este Domaine Félix 2014 da Borgonha, região onde são produzidos alguns dos melhores (ou talvez mesmo os melhores) brancos do mundo.

Não é um Sauvignon Blanc como este que já provámos da sub-região de Saint-Bris, mas um Chardonnay da sub-região de Chablis.

Comme d’habitude, revelou a elegância e a finesse que só estes brancos franceses apresentam. É medianamente encorpado, com fruta discreta e alguma mineralidade no nariz. Na boca é redondo, elegante, muito suave e macio. O final é envolvente, seco e com grande frescura.

Tal como o Sauvignon Blanc, não deixa de ser um belo vinho e, sobretudo, tem características irrepetíveis cá no burgo, portanto vale a pena conhecê-lo.

Quanto ao Villa Maria Sauvignon Blanc 2015, que já fez as nossas delícias noutras ocasiões, desta vez ficou aquém das expectativas, pois as características verdes do Sauvignon Blanc estavam marcadas em excesso, com demasiado aroma a pimentos verdes e sobrepor-se ao conjunto. Sabe-se que há determinados aromas típicos e mais marcantes em cada casta, mas tal como na comida com os temperos, quando há um sabor ou um aroma que se sobrepõe a tudo o resto o resultado não é famoso.

Foi o que aconteceu aqui, e foi pena. Talvez o vinho esteja demasiado novo e precise de amadurecer em garrafa, mas se não estivesse pronto não devia estar à venda. Se é uma questão de estilo, não gosto. Se foi uma colheita menos bem conseguida, resta esperar por uma próxima melhor.

Kroniketas, enófilo afrancesado

Vinho: Domaine Félix 2014 (B)
Região: Chablis - Borgonha (França)
Produtor: Hervé Félix – Saint-Bris-Le-Vineux
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Chardonnay
Preço: 12,35 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Villa Maria, Sauvignon Blanc 2015 (B)
Região: Marlborough (Nova Zelândia)
Produtor: Villa Maria Estate – Auckland
Grau alcoólico: 13%
Casta: Sauvignon Blanc
Preço em feira de vinhos: 9,45 €
Nota (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

No meu copo 573 - Montanha Real Grande Reserva Espumante Bruto 2009


Elegante, estruturado, persistente, com boa acidez e espuma suave. Aroma ligeiramente tropical com notas frutadas na boca. Final fresco e envolvente.

Um bom vinho para brindar a 2017.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Montanha Real Grande Reserva Espumante Bruto 2009 (B)
Região: Bairrada
Produtor: Caves da Montanha
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Noir, Baga
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 31 de dezembro de 2016

No meu copo 572 - 2221 Terroir de Cantanhede 2011

 

Cantanhede, Bairrada.

2221:
2 castas.
2 enólogos.
2 produtores.
1 terroir.

É esta a génese deste vinho que foi apresentado há cerca de um ano, como resultado duma parceria entre a Adega Cooperativa de Cantanhede e as Caves São João, e premiado com a Escolha da Imprensa da Revista de Vinhos em 2015.

Juntaram-se os dois enólogos (respectivamente Osvaldo Amado e José Carvalheira) e seleccionaram duas castas: a Baga da Adega de Cantanhede e o Cabernet Sauvignon das Caves São João. A Baga foi obtida nas vinhas da Adega Cooperativa e o Cabernet Sauvignon foi obtido nas vinhas da Quinta do Poço do Lobo, propriedade das Caves São João que fica situada também no concelho de Cantanhede. E assim se obteve um único terroir, o Terroir de Cantanhede.

Perante a grandiosidade deste vinho, esqueçam as notas de prova, os aromas e os descritivos. A sua sumptuosidade é esmagadora, a sua estrutura preenche-nos, o seu bouquet profundo e intenso inebria-nos, a sua persistência deixa-nos boquiabertos.

Vale a pena abrir os cordões à bolsa para beber um grande vinho como este, que é uma homenagem aos grandes vinhos da Bairrada. Estão de parabéns estes dois grandes enólogos, que de ano para ano nos conseguem surpreender com estes néctares preciosos. Aqui fica a nossa singela homenagem a estes dois grandes senhores do vinho português: Osvaldo Amado e José Carvalheira. Bem-hajam e que nos possam brindar com outros vinhos de eleição.

Que melhor forma de terminar o ano do que com um grande vinho como este?

PS: Obrigatório decantar, meia-hora a uma hora antes de beber.

Kroniketas, enófilo em réveillon

Vinho: 2221 Terroir de Cantanhede 2011 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede e Caves São João
Grau alcoólico: 14%
Castas: Baga e Cabernet Sauvignon
Preço: 43 €
Nota (0 a 10): 9

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

No meu copo 571 - Follies, Alvarinho-Loureiro 2012; Aveleda Colheita Selecionada, Alvarinho 2014

Alguns anos depois, voltamos a um branco da Aveleda que esteve em destaque no portefólio da empresa, com a marca Follies. Um dos destaques da marca incidiu nos vinhos verdes, onde a empresa tem longa tradição. Houve várias combinações de castas, e há dois anos encontrei numa garrafeira de Algés umas garrafas deste exemplar.

Por questões de ordem legal o vinho não tem direito a denominação de origem verde, embora seja produzido na região, porque as vinhas não estão localizadas nas sub-regiões adequadas para as respectivas castas – uma questão um bocado pateta, mas que entretanto parece já ter sido resolvida.

A verdade é que todas as características dos vinhos verdes estão lá. A frescura e acidez do Loureiro, o tropical do Alvarinho. Elegante, com aroma intenso, frescura na boca, persistência e final longo e vivo.

Apesar de ter sido bebido já com quatro anos de idade, mostrou-se de perfeita saúde. Foi uma boa compra.

Já o novo monocasta Alvarinho cumpriu as expectativas. Boa relação qualidade-preço, com os aromas típicos da casta, onde se junta um toque cítrico e tropical com uma boa acidez que formam um conjunto com boa frescura e persistência.

São normalmente boas apostas, estes brancos da Aveleda.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Regional Minho
Produtor: Aveleda Vinhos

Vinho: Follies, Alvarinho-Loureiro 2012 (B)
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Alvarinho, Loureiro
Preço: 8,50 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Aveleda Colheita Selecionada, Alvarinho 2014 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 3,69 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 24 de dezembro de 2016

No meu copo 570 - Coudel-Mor Reserva 2011

Tivemos aqui uma boa revelação da Adega Cooperativa do Cartaxo. Longe, felizmente, vão os tempos do carrascão.

Este lote algo estranho de cinco castas resultou num vinho encorpado, bem estruturado, robusto e persistente. Apresenta notas de frutos vermelhos maduros, final persistente e intenso. Boa acidez e vivacidade na prova de boca, mas com adstringência bem domada. Pelo preço que custou, mostrou-se uma boa aposta.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Coudel-Mor Reserva 2011 (T)
Região: Tejo (Cartaxo)
Produtor: Adega Cooperativa do Cartaxo
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Tinta Roriz, Syrah, Trincadeira
Preço com a Revista de Vinhos: 6,00 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Quinta de Pancas (3ª parte)


(continuação)


Depois da visita à quinta passámos à sala de provas, onde foi efectuada uma apresentação sobre a nova estratégia de gestão, sobre as várias parcelas de vinha e dos tipos de vinhos a que se destinam.

Seguiu-se a parte de prova livre dos vinhos que estavam disponíveis, seguindo-se o almoço.

Dois vinhos da gama de entrada, já referidos em post anterior, estiveram nesta fase, em que a prova foi em crescendo.

Destaque para o Reserva, o Merlot e o Petit Verdot Special Selection, nos tintos, e também um Arinto Reserva nos brancos. Em prova, igualmente ainda sem rótulo, um lote de Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot.

Dentro da vasta gama disponível, os da gama Reserva e Special Selection são, naturalmente, aqueles que mais captam a nossa atenção, mas entre todos os que estava expostos apenas foi possível provar os mencionados.

A Quinta de Pancas, como se sabe, tem uma longa tradição na produção de vinhos na região de Lisboa e, em particular, desde há muitos anos que se destaca pelos seus tintos de Cabernet Sauvignon. No crescimento qualitativo dos vinhos em redor da capital, a Quinta de Pancas sempre foi uma referência no puxar da carruagem da recuperação.

Com os novos moldes e a nova estratégia de gestão, acompanhada da renovação da gama, espera-se que os vinhos da quinta voltem a ter o lugar de destaque que merecem no panorama nacional. Lá em casa há uma referências doutro patamar para provar um dia destes...

Resta acrescentar à equipa da Quinta de Pancas pela simpatia com que nos recebeu, e a toda a organização pelo convite endereçado e pelo acompanhamento em todos os passos desta jornada.

Kroniketas, enófilo viajante

Fotos: Vítor Pires

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

No meu copo 569 - Quinta de Pancas: branco 2015; tinto 2014

Por ocasião da visita à Quinta de Pancas fomos presenteados com duas garrafas do Quinta de Pancas colheita, branco e tinto.

São dois vinhos de gama média da empresa, que não primam pela complexidade.

No branco o aroma é discreto, algo floral com notas tropicais e algum mineral. Apresenta alguma estrutura na boca, mas o final é relativamente curto.

O tinto apresenta-se de corpo médio, estruturado e persistente, mas também de aroma discreto. Algumas notas de fruta preta e tostados do estágio em carvalho francês durante 9 meses. Final persistente com alguma elegância.

Não são, obviamente, vinhos de encantar, como as grandes marcas da quinta. Não se espere mais do que podem dar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Lisboa (Alenquer)
Produtor: Quinta de Pancas Vinhos - Companhia das Quintas

Vinho: Quinta de Pancas 2015 (B)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Chardonnay (60%), Arinto (30%), Vital (10%)
Preço em feira de vinhos: 2,59 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta de Pancas 2014 (T)
Grau alcoólico: 13%
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 2,29 €
Nota (0 a 10): 7,5

domingo, 11 de dezembro de 2016

11 a 11


Todos os anos é a mesma coisa! Lá fazemos mais um aniversário e há que comemorá-lo, embora modestamente porque não somos exibicionistas. Ainda por cima este ano casamos os anos: 11 no dia 11! É obra!

Então lá fizemos mais um anito? Como o tempo passa!

Já são 11, mas parece que foi ontem...

Até agora não está mal quanto a clichés, mas acontece que é mesmo assim. Começámos há onze anos mas continuamos aplicados e, enquanto o prazer de escrever sobre vinhos não se transformar num fardo, podem contar connosco nestas lides da apreciação dos vinhos, de forma descomplexada e humilde, e mantendo a nossa independência.

Comemoremos então mais estes 365 dias que passaram e se adicionaram ao caminho já percorrido e brindemos juntos! Com um bom vinho, de preferência.

tuguinho e Kroniketas, os diletantes avinhados

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Quinta de Pancas (1ª parte)

    

Mais uma etapa na tentativa de pôr a escrita, com vários meses de atraso, em dia.

No início de Junho, a convite da empresa Parceiros de Comunicação, desloquei-me, juntamente com outros enófilos, bloggers e jornalistas, à Quinta de Pancas para uma visita com apresentação do portefólio actualizado dos vinhos ali produzidos.

O programa incluía um passeio pelas vinhas, prova de vinhos e almoço com os vinhos provados. Foi-nos disponibilizado transporte a partir de Lisboa, pelo que partimos em conjunto da gare do Oriente.
Existe uma nova estratégia na empresa, com uma renovação da imagem e dos vinhos. Desde há alguns anos sob gestão da Companhia das Quintas, nesta nova etapa a gestão da Quinta de Pancas será autonomizada.

Localizada junto a Alenquer, no lugar de Pancas na freguesia de Santo Estevão e Triana, a Quinta de Pancas foi fundada em 1495 e contém cerca de 50 hectares de vinha, com uma variada gama de castas brancas e tintas, portuguesas e também bordalesas, que se estendem por algumas encostas entre a Serra de Montejunto e a margem direita do Tejo, com altitudes variáveis entre os 40 e os 280 metros.

Os solos apresentam características similares a regiões como Champagne, Borgonha (Chablis), Vale do Loire e sul do Vale do Ródano, com predominância de calcários vermelhos. Na quinta estão identificados 34 talhões diferentes com diferentes características que determinam as castas aí plantadas. A maioritária é a Cabernet Sauvignon, em que a quinta tem grande tradição, com 14 ha. Seguem-se a Touriga Nacional com 5,3 ha e outras castas importadas como Syrah e Merlot, só depois aparecendo o Castelão, Alicante Bouschet e Tinta Roriz.

Nas brancas predominam o Arinto, Chardonnay e Vital com 1.

Os talhões foram classificados como A, B e C, sendo os de letra A destinados à produção dos vinhos mais complexos, com foco exclusivo na qualidade e sem olhar a custos, enquanto os da letra C destinam-se aos vinhos de maior volume, que não têm potencial para a produção da gama Reserva. No segmento B temos então os vinhos de gama média e média-alta, com qualidade elevada e preço ainda acessível.

Conduzidos em dois tractores, saímos do edifício principal e fomos por montes e vales percorrer algumas parcelas de vinha, onde nos eram indicadas as castas presentes em cada uma. Claro que naquela época do ano a paisagem não permite distinguir umas de outras, pois todas parecem iguais.

No regresso ao Solar de Pancas, passou-se a uma apresentação da história da quinta, seguindo-se prova livre e depois o almoço.

(continua)

Kroniketas, enófilo itinerante

Fotos: Vítor Pires

sábado, 3 de dezembro de 2016

No meu copo 568 - Diga? branco 2009; Campolargo branco 2015

Falamos agora de dois brancos com a marca Campolargo: um clássico e um moderno.

Começando pelo Diga? 2009 (um nome original para um vinho), embora seja produzido apenas a partir de uma casta que nem sequer é portuguesa mas sim típica de Côtes du Rhône, trata-se dum branco clássico, austero, de aroma fechado, com ligeiras notas fumadas.

De cor amarelo palha, no aroma predominam algumas notas cítricas e a frutos tropicais. Na boca é macio e untuoso, com boa estrutura e final longo, com boa acidez e persistência. Estagia 6 a 8 meses em barricas de carvalho francês, parte novas e parte usadas.

Um grande branco, em suma, que tem lugar nas nossas escolhas (refira-se que o preço indicado se reporta ao ano da compra, 2011).

O Campolargo branco 2015, apresentado na Revista de Vinhos de Agosto de 2016, feito com um lote improvável mas que resulta bem. De cor citrina e aroma frutado, na boca apresenta-se leve, aberto e suave, com final macio sem deixar de manter alguma estrutura e persistência. Um bom compromisso entre a leveza e a estrutura.

É um bom branco de Verão e uma referência a rever.

Mais uma vez os vinhos Campolargo a não desiludirem.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo, Herdeiros

Vinho: Diga? 2009 (B)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Viognier
Preço: 11,50 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Campolargo 2015 (B)
Grau alcoólico: 12%
Casta: Bical, Verdelho, Viognier
Preço: 6,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 29 de novembro de 2016

No meu copo 567 - Planalto Reserva 2015

Um branco todo-o-terreno, de todas as estações e para todos os pratos, um valor seguro, uma aposta garantida. Leve, seco, delicado, elegante, vivo e com estimulante acidez.

Uma escolha que nunca nos desilude. Desta vez foi com bacalhau à lagareiro, e portou-se como gente grande. Não é preciso dizer mais nada.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Planalto Reserva 2015 (B)
Região: Douro
Produtor: Casa Ferreirinha - Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Viosinho, Malvasia Fina, Gouveio, Códega, Arinto, Rabigato, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,99 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

3º Bairradão em Lisboa





Foi no passado dia 28 de Maio que se realizou no Hotel Real Palácio a 3ª edição do Bairradão em Lisboa, com a habitual organização da garrafeira Néctar das Avenidas.

Tal como na anterior edição, tive oportunidade de me deslocar à sala de provas, de participar numa prova especial dedicada ao tema “A história da Casa de Santar” e ainda num jantar vínico, neste caso com vinhos da Dão Sul/Global Wines, ambos os eventos apresentados pelo enólogo Osvaldo Amado.

Já passaram 6 meses sobre o evento, pelo que seria maçador estar a enumerar os produtores presentes no evento. A lista está nas imagens anexas.

Tendo em conta que havia muito para provar, desta vez dediquei-me menos às provas livres. Andei por ali a provar sobretudo brancos e espumantes, pois o calor chamava para aí. De destacar um momento especial, com a prova dum vinho que está a ter algum impacto (pelo menos junto dos apreciadores da Bairrada), o 2221 Terroir de Cantanhede tinto 2011, feito em parceria entre a Adega Cooperativa de Cantanhede e as Caves São João: 2 produtores, 2 enólogos (Osvaldo Amado e José Carvalheira), 2 castas (Baga e Cabernet Sauvignon), 1 terroir (Cantanhede – O Cabernet Sauvignon provém da Quinta do Poço do Lobo, propriedade das Caves São João situada no concelho de Cantanhede). Simplesmente excelente! O preço condiz: cerca de 40 €!

Outro momento especial foi uma prova de vinhos da Casa de Santar, orientada pelo enólogo da Dão Sul, Osvaldo Amado. Foram provados vários tintos desde a colheita de 1994 até à de 2012. Destacaram-se as colheitas de 1994, 1995 e 2000 e 2011 pela elegância, 1998 e 2003 pela juventude ainda mostrada. O de 1996 mostrou-se em queda, com sinais claros de oxidação, enquanto o de 2012 apareceu demasiado novo, com demasiados taninos e a precisar de evolução na garrafa.

Mais para a noite houve o jantar buffet com vinhos da Dão Sul, de novo com apresentação de Osvaldo Amado. Neste foram degustados vinhos da Quinta de Cabriz, da Casa de Santar, do Paço dos Cunhas de Santar e, proveniente da Bairrada, da Quinta do Encontro.

Começou-se com o espumante Cabriz bruto natural, já nosso conhecido, que confirmou a levez e frescura que habitualmente o caracterizam e posicionam como uma aposta com boa relação qualidade/preço para quem pretende um espumante que não comprometa sem ter de pagar muito por ele. A par deste tivemos um blanc de noir, também um Cabriz produzido exclusivamente com Touriga Nacional, que mostrou alguma acidez e algum floral mas menos elegância.

Seguiram-se os brancos tranquilos, Casa de Santar Reserva 2014, Cabriz Reserva 2015 e Encontro 1 2012. Este último, o bairradino, mostrou-se claramente um vinho superior. Produzido apenas 4 a 5 vezes por década e apenas com a casta Arinto, é um branco com grande acidez e enorme estrutura, frescura e persistência. Claramente um vinho de outro campeonato. Os Cabriz e Santar mostraram a elegância e frescura habituais no Dão, com este um pouco mais estruturado que aquele.

Nos tintos tivemos alguns dos pesos-pesados: Cabriz Reserva 2012, Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2009 e uma surpresa no final, um Cabriz 25 anos 2011, comemorativo dos 25 anos de produção da quinta, elaborado com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Baga. Um vinho absolutamente espantoso, com um aroma extraordinário, algo absolutamente fora do comum. A par do sempre excelente Vinha do Contador, este Cabriz 25 anos conseguiu ainda estar melhor. O Cabriz Reserva 2012 cumpriu o que é habitual, num registo médio-alto, mas ao pé dos parceiros de ocasião pareceu um vinho banal...

No final ainda pudemos provar um licoroso, como agora acontece em várias regiões: onde não se pode fazer vinho do Porto fazem-se licorosos que são parecidos. Não sendo um Porto, saiu-se menos mal.

No fim dum longo dia, lá voltámos a casa regalados com tantos bons vinhos e boa comida. Sim, porque a par de tudo isto houve um jantar. A ementa está aqui. Nenhum reparo a fazer: tudo bom.

Parabéns à Néctar das Avenidas por mais um excelente evento. Hoje é dia de mais um, o 60º, a assinalar o 5º aniversário da garrafeira. Parabéns a dobrar, portanto!

Kroniketas, enófilo refastelado

terça-feira, 22 de novembro de 2016

No meu copo 566 - Douro Aveleda branco 2013


Continuamos no Douro, num branco mais simples, produzido pela Aveleda. Já provado anteriormente, mostrou-se meio seco, equilibrado, com corpo médio.

Equilibrado, com boa acidez mas sem ser exuberante. Para momentos e pratos menos exigentes.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Aveleda 2013 (B)
Região: Douro
Produtor: Aveleda Vinhos
Grau alcoólico: 12%
Castas: Gouveio, Malvasia, Moscatel
Preço em feira de vinhos: 3,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

No meu copo 565 - Quinta de Cidrô rosé 2014

Voltamos a um rosé cuja primeira prova agradou bastante. Faz parte do renovado portefólio da Real Companhia Velha, especificamente com a marca Quinta de Cidrô, que já conta com um leque alargado de referências brancas e tintas produzidas com base em vinhos varietais.

No caso deste rosé, a prova anterior versou um vinho elaborado apenas com Touriga Nacional, sendo que esta colheita juntou-lhe a Touriga Franca.

Resultou um vinho mais carregado de cor, com um pouco mais de concentração e com aroma um pouco fechado no início, mas que logo se abriu no copo e se revelou sobretudo na prova de boca. Apresentou-se macio, com boa estrutura sem ser pesado, persistência e boa acidez, com final vivo e refrescante. No nariz mostra aroma intenso a frutos vermelhos e algum floral.

Uma boa compra, para continuar. É muito mais que um rosé de esplanada, é antes um rosé para a mesa, bastante gastronómico. Experimente-o com entradas diversas ou pratos um pouco ligeiros, mas não em demasia.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta de Cidrô 2014 (R)
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 5,99 €
Nota (0 a 10): 8

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

No meu copo 564 - Desconhecido 2013

Este era absolutamente desconhecido. Foi dado a provar por um amigo num almoço entre diversos convivas.

Oriundo do Douro e produzido com duas das castas tradicionais e uma redescoberta mais recentemente, mostrou um aroma vinoso e intenso, com alguma predominância de notas a frutos silvestres. Corpo pujante e estruturado, taninos ainda por polir, conferindo-lhe alguma adstringência. Pareceu ter potencial de evolução mas precisa de tempo em garrafa para integrar melhor os aromas e ficar mais redondo.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Desconhecido 2013 (T)
Região: Douro
Produtor: António Gonçalves Osório
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão
Preço: 7,50 €
Nota (0 a 10): 8

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

No meu copo 563 - Fiúza Premium, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2008


Voltamos à Fiúza para um lote bivarietal que tem feito um longo caminho, com bons resultados mais evidentes sobretudo na região Tejo e na Bairrada. A própria Fiúza utiliza este lote no seu rosé, tal como a Quinta da Alorna o utiliza num tinto reserva.

Este tinto já com 8 anos mostrou-se pleno de saúde, sem sinais de declínio e ainda com evidentes notas frutadas. Muito fresco na boca e com boa estrutura, final persistente e suave.

Algumas notas de madeira já bastante disfarçadas e taninos redondos. Estagiou 8 meses em barricas e 6 meses em garrafa.

Não é um vinho excelente, mas pelo perfil revelado deverá ter aptidão para ser bebido bem mais novo, pois superou bem a prova do tempo.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Fiúza Premium, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2008 (T)
Região: Tejo (Almeirim)
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço: 7,00 €
Nota (0 a 10): 7,5

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

No meu copo 562 - Quinta do Casal Monteiro rosé 2015


Continuamos no Tejo. Este rosé foi-nos enviado pelo produtor, e tivemos oportunidade de prova-lo com um grupo mais alargado.

Temos provado muito bons rosés desta região, sendo mesmo daqui alguns dos nossos preferidos. Quinta da Alorna, Fiúza e Lagoalva são bons exemplos do tipo de rosés que temos como ideais: com boa acidez, corpo médio, aroma frutado intenso mas leves na boca e com pouco grau alcoólico.

Infelizmente, este não se mostrou ao mesmo nível, e as opiniões não foram favoráveis. Mostrou falta de acidez, sem vida, liso, chato. No aroma pouco melhor: sem exuberância, discreto em demasia.

É pena, mas não gostámos. Agradecemos a oferta desta garrafa, mas foi um rosé que não nos deixou memórias.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta do Casal Monteiro 2015 (R)
Região: Tejo
Produtor: Quinta do Casal Monteiro
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Touriga Nacional, Syrah, Tinta Roriz
Preço: 5 €
Nota (0 a 10): 3

sábado, 5 de novembro de 2016

Wine Fest 2016 Porto - Convites


Wine Fest 2016 Porto
Sábado, 19 de Novembro às 15:00
Alfândega do Porto

O blog Krónikas Viníkolas disponibiliza 5 convites para o Wine Fest 2016 Porto, organizado pelo Wine Club Portugal do nosso comparsa Luís Gradíssimo, que é também autor do blog Avinhar.

Os eventuais interessados por favor enviem um mail para kronikastugas@hotmail.com.

Obrigado ao Luís pela oferta dos bilhetes às Krónikas Viníkolas e aos visitantes que se deslocarem ao evento.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

No meu copo 561 - Quinta da Lagoalva de Cima, Syrah e Touriga Nacional 2010


Damos agora um salto até Alpiarça, para uma visita à Quinta da Lagoalva de Cima.

Entre lote de Syrah e Touriga Nacional foi adquirido em 2012 e esteve a repousar até agora. 4 anos e meio depois da compra, mostrou-se macio, suave, com aroma frutado com notas florais. Na boca é medianamente encorpado, com taninos maduros e redondos.

Nos últimos meses tive oportunidade de provar alguns vinhos da Quinta da Lagoalva (aqui e aqui, e ainda há mais para provar), e o panorama geral é bastante bom. São vinhos com boa relação qualidade/preço, e com uma qualidade média-alta.

Portanto, não estando (aqueles que já provei) no patamar da excelência, são boas aquisições que representam bem a qualidade dos novos vinhos do Tejo.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta da Lagoalva de Cima, Syrah e Touriga Nacional 2010 (T)
Região: Tejo (Alpiarça)
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Syrah, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 7,99 €
Nota (0 a 10): 7,5